quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Games legais de PSP: MOTORSTORM - ARTIC EDGE


Lançado em 2009, Motorstorm - Artic Edge é certamente um dos games de corrida com melhores gráficos já vistos num videogame portátil. Dá uma alegria só de ver essa belezinha rodando no PSP. O jogo traz doze pistas com cenários bem diversificados (de neve a desertos) e veículos variados, incluindo carros, motos e caminhões.

A jogabilidade prima pela diversão estilo arcade, sem nenhuma pretensão de realismo. O negócio é basicamente esperar o turbo carregar e então pisar fundo até as chamas quase engolfarem o veículo. Não rola aquele stress de sair fora da pista ou de ter que perder tempo dando ré depois de uma batida: é só apertar um botão para ser recolocado automaticamente na pista.


Outra coisa legal do game são os ótimos efeitos sonoros e trilha sonora animal, cheia de rocks irados, que vão de Motorhead a algumas coisas mais modernosas. Jogue com o fone de ouvido do PSP e você se sentirá num arcade!


Se Motorstorm mata a pau nos gráficos, som e jogabilidade, também é verdade que peca um pouco no desafio. Achei o jogo um pouco fácil demais, sem maiores desafios que poderiam tornar o jogo mais viciante. Sou da tese de que games para consoles portáteis, via de regra, devem mesmo ser mais fáceis e curtos do que seus equivalentes nos videogames "grandes", sob pena de encher o saco do jogador. Mas em Motorstorm, me parece que os caras exageraram na dose e as vitórias simplesmente vêem com muita facilidade. O modo de jogo "carreira" também poderia ser um pouco mais variado (no estilo Burnout), não se limitando a corridas onde o objetivo é tão somente chegar sempre em primeiro.


Enfim, Motorstorm é um grande lançamento para PSP e um dos melhores games de corrida que já se viu num portátil, mas a mecânica simplista do jogo e a dificuldade reduzida diminuem um pouco a qualidade geral do título. Mesmo assim, apesar de não ser perfeito, a combinação de gráficos excelentes, efeitos sonoros imersivos e ação arcade fazem de Motorstorm um clássico instantâneo do PSP.


Games legais de PSP: UNDEAD KNIGHTS


Undead Knights foi lançado no segundo semestre de 2009 e é um barato! O jogador escolhe entre um demoniozão, uma garota ou um cavaleiro (ambos mortos-vivos) e sai pelo reino arrebentando soldados a pau e criando exércitos de zumbis com um toque de mão. O jogo é sanguinolento ao extremo e combina doses de ação no estilo Devil May Cry com um toque de estratégia, na medida em que é preciso usar os zumbis como instrumentos para atacar inimigos, destruir barricadas, servir de ponte sobre buracos (!) e por aí vai.

A história do jogo é muito legal: um rei velhaco resolve casar com uma mulher mais jovem, que passa a ter crescente influência nos destinos do reino. Isso atrai críticas de uma certa Ordem de cavaleiros, que acha que o rei deveria ser orientado por um Conselho, e não pela esposa. Indignado com o rebuliço, o rei manda matar todos os cavaleiros dessa Ordem numa única noite. O sangue jorra reino afora. Um desses cavaleiros viajava com uma moça em direção ao castelo do rei quando é emboscado, sendo que ambos são assassinados. Posteriormente, se descobre que o jovem cavaleiro estava noivo da filha do rei ... e que a moça assassinada ao seu lado era a própria!


Mas o terror continua: em pouco tempo, surgem boatos de que os corpos dos cavaleiros desapareceram dos túmulos! Alguns dizem que é uma manobra do rei para ocultar o massacre hediondo, mas alguns se deram conta da horrível verdade: os cavaleiros voltaram da morte!

BÚ!

Ah, fala sério, é de cagar no dedo, hein? Muito filme trash essa historinha, e um excelente ponto de partida para a pau comer solto.

Games legais de PSP: SPACE INVADERS EXTREME


Em comemoração aos 30 anos do lançamento nos arcades de Space Invaders, a Taito lançou em 2008 essa versão ultra-estilizada do clássico, que mantém a mecânica simples do jurássico game original adicionando uma dose reforçada de dinamismo e estímulos visuais, fruto das luzes multicoloridas, efeitos sonoros e design renovado de níveis.

É difícil explicar em palavras como funciona Space Invaders Extreme. Imagine-se jogando o Space Invaders tradicional num console portátil, sob o efeito de drogas, numa boate technodance repleta de luzes. Ficou meio frenético, mas foi uma boa sacada da Taito, que conseguiu dar uma roupagem moderna para um game que é simples demais para os padrões atuais.


Divertido pra caramba, só não recomendo para quem sofre de epilepsia!

BLAZE BAYLEY - THE MAN WHO WOULD NOT DIE (2008)


Desde que saiu do Iron Maiden no final de 1998, o vocalista Blaze Bayley construiu uma sólida carreira solo, que até o momento já conta com quatro álbuns de estúdio, sendo que o mais recente é este The Man That Would Not Die, lançado em 2008. Até hoje, nenhum álbum do cara foi tão forte e impressionante quanto o seu "debut" Silicon Messiah, lançado em 2000. Porém, os discos posteriores - se não apresentaram maiores surpresas - primaram pela fidelidade a um estilo de heavy metal tradicional (com alguma influência de thrash metal), sempre acompanhado de boa produção e de um trabalho caprichado de guitarras.

The Man That Would Not Die abre com a frenética faixa título, que já começa com o instrumental comendo solto. Os vocais de Blaze entram rasgando e a cadência da música começa, até o refrão meio operístico. Boa música, mas a faixa seguinte - Blackmailer - é bem melhor. Rápida, pesada e com Blaze matando a pau nos vocais. No refrão, o cara quase parece um Pavarotti em versão metaleira! As guitarras matam a pau, numa profusão de riffs e solos ao longo de várias partes da música.

A longa Smile Back at Death e a emocionada While You Are Gone (que traz Blaze mais uma vez arrebentando nos vocais) lidam com a morte - que aliás é um tema recorrente no disco, mais do que em qualquer álbum anterior de Blaze. Por uma destas tristes coincidências da vida, a esposa do vocalista veio a falecer apenas três meses depois do lançamento desse álbum. Foi mais um fardo pesado nas vida do cara, que já lidou com outras pedreiras fodidas na vida, como divórcio, alcoolismo e, é claro, a conturbada passagem pelo Iron Maiden. Mesmo assim, o sujeito se mantém firme como uma rocha e sua carreira não dá sinais de cansaço: o próximo álbum de estúdio, Promise and Terror, já tem data de lançamento prevista para 01 de fevereiro de 2010.

Samurai começa com um riff de baixo, e até lembra a sonoridade do Iron Maiden em várias partes. Aliás, sobre isso, cabe observar que, como nos álbuns anteriores, se nota no trabalho de Blaze a notável qualidade de ele não fazer nenhum esforço para soar como Iron Maiden. O estilo de sua carreira solo está mais para heavy metal tradicional do que para aquela sonoridade New Wave of British Heavy Metal/metal melódico típica do Maiden. Embora exista um certo consenso de que Blaze não foi uma boa escolha para o Iron Maiden, o seu estilo de cantar foi bem melhor aproveitado na sua carreira solo, em meio a guitarras mais pesadas e com um instrumental mais pauleira.

A Crack in the System é uma boa faixa, mas fica meio esquecida na comparação com a seguinte, Robot, que é furiosa e excelente. A música é rápida, com a bateria comendo solta num andamento hardcore que descamba para uma pauleira thrash/death no refrão, coisa sem precedentes nos trabalhos solo de Blaze. Sem dúvida, é a faixa mais rápida, curta e irada do disco.

At the End of the Day dá uma acalmada no ritmo do álbum, sendo mais arrastada e melódica. A temática e o clima da música me lembram muito 2 A.M, faixa do álbum The X-Factor do Iron Maiden, lançado em 1995 com Blaze nos vocais.

Waiting For my Life to Begin tem uma pitada de prog metal, com um instrumental bem caprichado. A faixa seguinte, Voices From the Past, é bem legal, e também tem algumas partes que remetem à sonoridade tradicional do Maiden.

The Truth is One não traz maiores surpresas, ao contrário de Serpent Hearted Man, que fecha o álbum. A faixa tem mais identidade e conta com várias mudanças de ritmo e feeling, tornando-se progressivamente mais arrastada e melancólica.

Para quem gosta do bom material que Blaze produziu junto ao Iron Maiden nos álbuns The X-Factor e Virtual XI (principalmente no primeiro, que é sensacional), acompanhar a carreira solo de Blaze é simplesmente indispensável. O Caveira recomenda!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL DO CAVEIRA

É, gente boa! Quem lembra da minha mensagem de ano novo do começo de 2009 aqui na Cripta já se deu conta de que um ano é um tempo curto que passa rápido pra caramba. E aqui estamos nós, já comemorando o Natal de 2009!

Eu opinaria que o Natal é a época do ano em que nos lembramos que ser feliz é uma meta que nunca sai de moda e tampouco é inatingível. Claro, a idade muda e a visão das coisas muda. Quando criança e adolescente, eu sempre adorava o Natal, mas hoje percebo que, inconscientemente, eu sofria do vício de ver a data quase como uma época festiva que girava em torno de mim mesmo. Agora que estou quase balzaquiano, o fato de eu ganhar ou não algum presente não parece mais relevante. Agora, o que a época desperta é a vontade de colocar magia e diversão nos olhos dos mais novos, para que eles cresçam com memórias felizes do Natal semelhantes às minhas.

O Caveira deseja a todos vocês um Feliz Natal e que o futuro próximo seja repleto de saúde, amor, dinheiro e sexo. E que fiquem todos ligados para as coisas verdadeiramente importantes nessa breve vida. Você sabe: não seja um cretino com o próximo, ajude um pouco os necessitados, pense um pouco nos outros. Cuide da sua cabeça e do seu corpo. Olhe para os dois lados antes de atravessar a rua. Gaste um pouco menos do que você ganha. Não se alimente apenas de comida de microondas. Leia um bom livro de vez em quando. E, sobretudo, não perca um tempo excessivo remoendo pensamentos negativos. Lembre-se que todos nós somos imortais apenas por um período limitado.

BOAS FESTAS!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Edson Cordeiro e Cássia Eller

Se você acha que já viu coisas bizarras na vida, confira esse duo pra lá de inusitado.

É um desperdício que o Edson Cordeiro nunca tenha montado uma banda de heavy metal melódico...

Pra ser sincero, achei o arranjo da música uma merda. Vale pelos talentos individuais dos dois artistas.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Filmes Ruins - CREPÚSCULO (Twilight)

Por mais que eu goste do tema "vampiros", eu sabia que teria dificuldades para me empolgar com o filme Crepúsculo, primeiro de uma cinessérie baseada no novo fenômeno da literatura teen internacional. Afinal de contas, todo mundo sabe que esse material é dirigido para adolescentes, coisa que eu deixei de ser há uma década. Então eu já esperava um filme meio ingênuo, bobinho, água com açúcar e com choramingos no lugar de uma genuína sensualidade vampiresca. Mas eu nunca poderia esperar um filme tão chato.

Sim, CHATO! Eu sou do tempo em que os adolescentes eram criticados por gostarem de coisas superficiais mas recheadas de ação, aventura, quebra pau, explosões, adrenalina, emoções, suspense, etc. Crepúsculo consegue a rara façanha de ser uma nulidade tanto na casca quanto no miolo: é ficção sem conteúdo e sem quaisquer outros atrativos. Caramba, que saudade do Harry Potter.


Por que o filme é chato? Porque nada acontece! O romance água com açúcar arrastado entre os protagonistas enfadonhos (e seu namoro mais-do-que-platônico) ocupa boa parte das duas horas de filme. A "complicação" da trama se resume à presença de três vampiros "do mal", sendo que a luta com o mais "malvadinho" deles é o ápice da história. Tá pra nascer outro filme adolescente tão desprovido de ação e aventura quanto este.

A trama é a seguinte: uma adolescente murrinha de 17 anos chamada Bella se muda para uma pequena cidade de interior para morar com seu pai. A guria vive permanentemente emburrada e com ar depressivo (talvez em decorrência de ainda estar na escola quando já teria idade para estar na faculdade), mas tudo muda quando ela se apaixona à primeira vista por um colega chamado Edward Cullen, um rapaz branco como o Gasparzinho e com um topete que lembra o Goku do Dragon Ball. Os dois, depois de algum atrito inicial, iniciam um namoro digno de crianças de oito anos de idade e logo a moça descobre que Cullen e toda sua família na verdade são vampiros. Mas não aqueles vampiros classudos estilo vitoriano, estupradores de virgens. Tampouco aqueles descolados vampiros na linha Anne Rice, mas sim um tipinho muito peculiarzinho de vampirinho que só bebe sanguinho de viadinhos da floresta. Tipo, um AMOR, sabe?!?

Outra coisa que irrita em Crepúsculo é o conservadorismo burro, panfletário e mal disfarçado que dá o tom da história. Segundo dizem, isso se deve ao fato de Stephanie Meyer, autora da série, ser uma conservadora religiosa mórmon daquele tipo que só os EUA conseguem produzir. Dê uma conferida nos seguintes pontos da trama e veja se não parece coisa saída da Juventude do Partido Republicano:

1 - os "vampiros" não têm presas;

2 - "bons" vampiros não bebem sangue de humanos, só de animais (é o típico caso de moralismo tosco que só se justifica quando direcionado a um público infantil. Por que um predador que se alimenta de seres humanos - seja real ou fictício - estaria cometendo "uma imoralidade" pelo simples fato de matar a fome e manter-se vivo?);

3 - os protagonistas, embora adolescentes, estão hipnotizados por uma paixão platônica e nem pensam em sexo. A moça gosta do rapaz porque ele é bonito e misterioso (como se esse perfil de homem afastasse a idéia do sexo na mente das garotas!), e ele gosta dela porque O CHEIRO DELA DEIXA ELE COM FOME! Sério, é verdade, não ria! Ele afirma isso expressamente no filme, e chega a tentar evitar de ver a menina novamente, de tanta vontade de comê-la (na conotação alimentar) que ele tem. Em outras palavras, é mais ou menos como um cara ter tesão por uma garota por ela ter cheiro de hamburguer! É o tipo de paixão platônica que eu tenho por pizzas e lasanhas.


4 - os vampiros não morrem em contato com a luz solar, mas a natureza sobrenatural deles é exposta à luz do dia, pois eles brilham como se estivessem cobertos de purpurina dourada. Dá pra acreditar?!?!?!?!? AI, MEU SACÃO!!!!

Enfim, a mensagem parece ser: "jovens, sejam caretas. Façam seus pais parecerem cool. Não sejam amalucados e rebeldes como seus avós foram". Meu Deus, COITADOS dos adolescentes de hoje em dia!


Mas o pior de tudo é o final do filme. Antes de ser raptada pelo vampiro loucão e malvado, Bella tinha saído da casa do pai mentindo que "teria brigado" com Cullen. Depois da derrota do vampiro malvadinho, a família reencontra Bella toda arrebentada no hospital, já que ela tomou um belo cacete do inimigo. Então Edward (aquele que era pra estar "brigando" com a garota, segundo ela própria mentiu para o pai) conta para a família dela que a moça caiu de uma escada, rolou e atravessou uma janela! Hahahaha, sério, eu JURO! Porra, qualquer pai do mundo perceberia na hora que era mentira e voaria no pescoço do rapaz, achando que o cara tinha dado uma sova na filha. Mas nããããão, a família de Bella achou absolutamente NORMAL que o rapaz grande e esquisito (e que estaria brigando com a garota) tenha ligado pra eles dizendo que a guria está no hospital, toda arrebentada de apanhar, porque "rolou da escada". Esse filme é mesmo um no brainer!

Não li o livro (e nem vou), mas acredito na opinião corrente da crítica de que, por bobo que seja o livro, esse filme não lhe fez jus. É preferível crer nessa tese do que imaginar que um filme tão aborrecido possa ser a perfeita tradução para o cinema de um fenômeno da cultura pop contemporânea.



Opiniões de nossos especialistas sobre o filme "Crepúsculo":




"Achei gay demais ..."







"Esse filme me dá nos nervos!"







"CRUZES, que filme ruim! É pior do que tomar um porre de água benta!"







"Não vi e nem vou ver!"







"Eu gos-teeeei ....."

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Filmes Ruins: UMA CHAMADA PERDIDA (One Missed Call)

Jovens recebem ligações misteriosas no celular e em seguida começam a ter alucinações e sofrer mortes horrendas. Uma garota mais espertinha (com a ajuda de um policial daqueles que acreditam até em Papai Noel) resolve investigar a razão destas mortes, e acaba desvendando uma trama sobrenatural de tragédia e morte! Ui!

Sim, é MAIS UM filme de fantasma-estilo-japonês pegando carona no sucesso já ultrapassado de O Chamado!

Está tudo lá: a simbologia mórbida que alimenta enigmas vagabundos, a criança-fantasma assassina e vingativa, os cagaços baratos, etc.


O filme até que é razoavelmente bem dirigido, mas a história é ordinária demais e o final é um verdadeiro constrangimento. Não é qualquer filme que consegue a proeza de ter uma qualificação de 0% (sim, ZERO por cento) no Rotten Tomatoes - que agrega 71 reviews do filme!

O Chamado 2 é ruim, O Grito é ruim (não tive saco de ver O Grito 2), mas Uma Chamada Perdida talvez seja o fundo do poço no gênero "Clones de O Chamado".

Em resumo: mais do que um filme de horror, Uma Chamada Perdida é UM HORROR DE FILME!

Ah, e o cartaz do filme - legal e encagaçante - não tem praticamente nada a ver com a história. Que LEGAL, né?!?

"Eu achei esse filme um CU!"

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

MONEY FOR NOTHING AO VIVO EM VERSÃO "MEU DEUS, CAGUEI NAS CALÇAS"!

Confira o vídeo abaixo para ver a "modesta apresentação" de Mark Knopfler (ex-Dire Straits) tocando a clássica Money for Nothing ao vivo, acompanhado de ERIC CLAPTON na guitarra, STING nos backings e PHILL COLLINS na bateria.

Mas atenção: certifique-se de que você dispõe de um segundo par de cuecas nas proximidades!


I WANT MY, I WANT MY, I WANT MY M-T-V!!!!!


LADY GAGA VERSÃO METAL

Eu sempre curto quando fazem boas versões punk/heavy metal de músicas pop. O Youtube está cheio de iniciativas do tipo coverizando hits da Lady Gaga, mas a maioria é ruinzinha. Mesmo assim, depois de cavocar um pouco, achei alguns legais ...











sábado, 21 de novembro de 2009

Comemorando o Halloween


Aqui vai um post mais-do-que-atrasado sobre o que fiz para comemorar o Halloween, data horrorífica que não poderia deixar de ser comemorada pelo Caveira que vos fala.

Até pensei em ir em alguma festa temática ou algo do tipo. Mas, fiel ao meu estilo (e também em função do cansaço pelas semanas trabalhosas que tive entre outubro e novembro), resolvi ficar em casa e ver (ou rever) alguns filmes com a Suzan.

O nosso fim de semana Halloween começou com Gremlins, um clássico do "terrir" oitentista que eu não via há vários anos. Acho que eu nunca tinha reparado como o filme é GORE e ofensivo para os padrões atuais, ainda mais considerando-se que era um filme visto sem problemas por crianças na época.


Tenho certeza que um filme desses, caso fosse feito um remake, não iria conter tantas cenas politicamente incorretas (gremlins atirando uma mulher idosa pela janela do segundo andar da casa, uma mãe de família enfiando gremlins no forno de micro-ondas e no liquidificador, um professor fazendo experiências cruéis com um mogwaii, o protagonista molhando Gizmo intencionalmente - malgrado a dor horrenda sofrida por este - só para fins de teste, etc).



O segundo filme foi o novo Sexta-Feira 13, que eu já resenhei aqui na Cripta há alguns meses atrás. A Suzan ainda não tinha visto esse e eu aproveitei para rever.


É legal para caramba, divertido, violento e com boas cenas de gatas com os peitos de fora. Só lamento que, com o sucesso comercial desse remake, já estejam planejando continuações desnecessárias. A cinessérie original rendeu nada menos do que DEZ filmes (fora o crossover "Freddy Vs Jason"), sendo a maioria dispensável. Tudo o que Sexta-Feira 13 NÃO precisava era render MAIS UMA uma série interminável de filmes medíocres.


Por fim, aproveitei para rever ENTREVISTA COM O VAMPIRO, um dos meus filmes prediletos. Acho que foi a primeira vez que vi esse filme em DVD. A primeira vez que o vi foi em 1994 nos cinemas, e anos depois gravei o filme da TV em VHS e assisti "n" vezes.

Depois de ter visto o filme tantas vezes, mal tenho o que comentar, pois sei praticamente de cor cada cena e diálogo. Mas é sempre um prazer rever esse filmaço, que é um dos grandes responsáveis pela VAMPIROMANIA dos anos 90 - que, aliás, parece ter voltado com força total nos últimos anos. Quando você vê essas coisas bobas atuais, voltadas para o público aborrescente médio (como a "febre" Crepúsculo), é impossível deixar de perceber o quanto se perdeu daquela atmosfera e densidade literária das obras de Anne Rice.

Parece que os vampiros da moda atual são imaturos, emos e não gostam de boa literatura - ou seja, são basicamente um espelho da adolescência contemporânea. Se o Lestat encontrasse esses afetados na rua, certamente desceria o cacete neles!

Por fim, meu blog retrogamer CEMETERY GAMES também entrou no clima de Halloween. Vários blogs e sites de games antigos participaram da iniciativa chamada "Retroween", e o Cemetery Games foi um deles, com um review caprichado do clássico de horror SUPER CASTLEVANIA IV do Super Nintendo. Confira em: www.cemeterygames.wordpress.com


Bem, corpos e almas, esse foi o Halloween do Caveira. Pacato e reservado, mas divertido. Até porque, aqui na Cripta, todo dia é Halloween e toda hora é meia-noite, BUA-HA-HA-HA-HA-HAAAAA!!!!!!



O Caveira analisa: HEAVEN AND HELL - THE DEVIL YOU KNOW (2009)


Já fazia mais de uma década que corriam boatos sobre um possível novo álbum de estúdio do Black Sabbath. Lembro que em 1997, quando eu estava no segundo grau, a formação clássica (com Ozzy) lançou o aclamado álbum duplo ao vivo "Reunion", que apresentava duas faixas inéditas de estúdio. Na época, parecia que um novo álbum de estúdio seria apenas uma questão de tempo. E que tempo! Dez anos se passaram, Ozzy lançou mais dois ou três discos nesse meio tempo e nada de um inédito do Sabbath.

Eis que, curiosamente, em 2006 a banda se reúne com sua célebre formação dos aclamados álbuns "Heaven and Hell", "Mob Rules" e "Dehumanizer": com Ronnie James Dio nos vocais. No começo, a idéia era só promover o lançamento da coletânea "Black Sabbath - The Dio Years" com e fazer uma tour entre 2007 e 2008. Para evitar comparações com a formação capitaneada por Ozzy Osbourne, a banda resolve se denominar Heaven and Hell. Como já seria de se esperar, essa volta aos palcos contou com enorme aclamação do público e levou os caras a pensarem num novo trabalho de estúdio.

Aqui, vou me permitir expressar uma pequena opinião: "Heaven and Hell" é o cacete! Não se engane, meu amigo, você está diante do BLACK SABBATH, sim senhor! Essa formação com Dio marcou seu lugar na história, foi muito elogiada na época e teria hoje todo o direito de voltar à ativa novamente sob a bandeira do Sabbath. Como se vê, os caras optaram por adotar o nome de seu álbum mais aclamado, lançado em 1980. De qualquer forma, o importante é saber que basicamente estamos diante do novo álbum de estúdio do Black Sabbath.

A própria banda deixa esse fato implícito no título do álbum: "The Devil You Know" (o demônio que você conhece). A mensagem parece óbvia: "não é nenhuma banda nova ou obscura, seu bunda mole. É Black Sabbath com Dio na veia! É óbvio que é bom, tem alguma dúvida?!? Compre agora, seu retardado"!

O álbum já começa surpreendendo pela excelente capa, demoníaca até não poder mais. É talvez mais sinistra e violenta do que qualquer capa de disco já feita pelo Sabbath, o que não é dizer pouco!

"The Devil You Know" começa com "Atom & Evil", uma música arrastada e com aquele clima sinistro característico dos trabalhos clássicos do Sabbath. De cara, o que mais chama a atenção é a qualidade dos maravilhosos vocais de Dio, a despeito dos respeitáveis 67 anos de idade do vocalista.

A faixa seguinte, "Fear", já abre com um riffzão de guitarra em torno do qual a música é construída, e logo é acompanhado por uma batidona cadenciada na bateria. Mais uma vez, o destaque absoluto é a voz de Dio, que dá à música uma atmosfera mista entre Black Sabbath e Rainbow.

"Bible Black", que foi o primeiro single do álbum, começa com um arpejo de violão seguido por um breve solo de guitarra. Dio entra com vocais suaves por cima, quase parecendo um som do Scorpions. O baixo de Geezer Butler "comendo" no fundo dá sinal de que a calmaria não vai longe e, logo, a pauleira começa com a guitarreira de Toni Iommi, dando vazão a mais um riff malvadão e pesado. A música é ótima, tem um andamento excelente e bota no chinelo as duas vagarosas primeiras faixas. Toda a banda mostra estar em boa forma nessa música, cujo instrumental - com destaque para o baixo - é do caralho.

"Double the Pain" abre com um riffzão sinistro de baixo cheio de efeitos, logo acompanhado pela guitarra de Iommi. A faixa é bem hard rock, com um pique mais rápido do que as faixas anteriores e uma estrutura mais simples de "estrofe/refrão" no melhor estilo hard rock radiofônico. Funciona muito bem, e naturalmente é uma faixa que gruda fácil na cabeça.

"Rock and Roll Angel" é a faixa seguinte, que lembra aquelas músicas viajantes com temas místicos do Rainbow. Dio novamente rouba a cena com sua interpretação vocal irretocável. Eu sei, pode parecer puxação de saco e babação de ovo, mas acredite: o cara realmente carrega a música nas costas e dá aquele "pedigree" para a faixa, que se destaca também pelas melodias que ficam na cabeça e, é claro, pela paradinha com violão e solo no meio da música. Do caralho, coisa para arrepiar! É uma das músicas que mais curti no disco, sem pensar duas vezes!

"The Turn of the Screw" é seguramente uma das faixas mais memoráveis do álbum, um hardão que alterna momentos arrastados com partes mais rápidas, com Dio cantando por cima do baixão de Geezer, que vai guiando a música.

"Eating the Cannibals" já começa apavorando, sendo de longe a faixa mais rápida e irada do álbum até aqui. Os "vovôs" do heavy metal mostram nessa faixa que ainda são capazes de arrebentar a pau com propriedade. A música é rápida e divertida, com vocal e instrumentais funcionando como um relógio. Atenção para o solo fodão de Iommi no meio da música.

"Follow the Tears" começa com um riff cadenciado de guitarra acompanhado de um órgão sinistro no fundo, logo acompanhado por uma batida de marcha na bateria. Parece a trilha sonora dos exércitos do MAL caminhando sobre a face do planeta. Logo entra um riff de guitarra que é SABBATH 100% PURO, para choramingante emoção de todo fã que saiba o que é heavy metal de qualidade.

"Neverwhere" é mais uma faixa acelerada do disco, na esteira de "Eating the Cannibals". Difícil dizer quais das duas é mais legal, pois é sempre ótimo ver essa velha guarda do metal detonando um som mais rápido.

Por fim, o discão fecha com "Breaking Into Heaven", que deixa a rapidez de lado e investe naquele ritmo pesadão-arrastadão-do-mal, característico do Sabbathão.


O veredito? "The Devil You Know" não é um álbum que vai mudar o mundo, não inova e não se compara em profundidade aos trabalhos mais clássicos do Black Sabbath. Só que tudo isso já era esperado. O que não era esperado era ver o Black Sabbath, com seus integrantes estando entre os 60 e 70 anos de idade, detonando ao vivo e em estúdio de novo com tamanha qualidade. "The Devil You Know" é um novo álbum do Sabbath que honra a discografia da banda e bota no chinelo muita coisa feita pelo grupo há décadas atrás (uma parte da mídia especializada chegou a considerá-lo superior ao célebre "Dehumanizer" de 1992). Poder ouvir material novo do Sabbath em pleno ano de 2009 é um presente que nenhum fã de heavy metal em sã consciência pode se dar ao luxo de dispensar.

Geezer continua um baixista animal, Iommi ainda é o "riffmaster" que praticamente criou a escola do heavy metal e Dio é simplesmente um ASSOMBRO! Todo mundo fica com o queixo no chão ao ver como Bruce Dickinson ainda mata a pau no Iron Maiden, mas quando você se dá conta de que Dio é 16 anos mais velho que Dickinson e ainda destrói, não dá pra não ficar impressionado!

Valeu pelo disco novo, Black Sabbath ("Heaven and Hell" é a vó!). A espera foi de mais de uma década, mas o resultado matou a pau! E que o próximo venha logo, seja sob o nome que bem entenderem! Não faz diferença se os caras quiserem se apresentar como "Black Sabbath", "Heaven and Hell" ou "Tchurminha do Barulho": basta ouvir esse pessoal tocando para termos certeza de que se trata daquele bom e velho demônio que nós conhecemos tão bem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Contos Curtíssimos do Caveira


Os Contos Curtíssimos são pequenas gags com no máximo 140 caracteres que eu solto de vez em quando no Twitter. Por que eu faço isso? Sei lá. Mente divagante, eu acho. Sequela de uma infância regada a revista MAD. Não deixa de ser, evidentemente, uma provocação contra o limite esdrúxulo de 140 caracteres nas postagens do Twitter.

De qualquer forma, resolvi fazer uma coletânea dos Contos Curtíssimos aqui na Cripta. Divirtam-se com esses pequenos drops de literatura-relâmpago do Século XXI:


"- Eu te amo, disse a Condessa de Chardonay. - Eu também me amo, respondeu Lorde Twilight, sempre ligeiro".

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"Peter Vestpocket só bebe uísque com gelo redondo!", disse Peter Vestpocket, mandando o garçom embora.


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"Merda", disse a Madre Superiora. "Olhe essa porra dessa linguagem", repreendeu o Bispo.


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- Oh, possua-me agora!! - disse a jovem garota seminua. - Tsc, eu já a possuo faz tempo - respondeu o gerente do banco.

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- Ué, que catarro mais amarelo! - disse John, um dia antes de ter a hora de sua morte anotada num formulário.


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O barman responde para John John que o bar não tem gelo redondo. John John dá uma última tragada e vai embora.
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Batem na porta. - Céus, meu marido! - diz a Primeira-Ministra para seu amante, o travesti vestido de palhaço.


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"Senhor, pode dar uma informação?", perguntou uma idosa. "Não", respondeu John. "Ah, OK então", disse a velha.

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"Decifra-me ou te devoro", disse a Esfinge. "O que?", disse John. "NHAC!" .... "chomp, chomp" .... "BURP!"


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"Quem é?", pergunta John. "Carteiro ...", diz uma voz. John abre e leva um tiro. "... e matador de aluguel nas horas vagas".


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"Não temo a morte", disse John. "Nem eu", respondeu o sujeito ao seu lado, um segundo antes de comer o cérebro de John.


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- Que é aquilo saindo do túmulo? - perguntou Cindy - Será que tem algo a ver com a fábrica de químicos aqui ao lado?

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- Puta merda - disse o Papa, atirando a bituca para baixo da mesa e escondendo a revista no meio da Bíblia.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O CAVEIRA RECOMENDA: MEGADETH - ENDGAME (2009)

Eu me tornei um fã de Megadeth há doze anos atrás, por ocasião do lançamento do excelente álbum Cryptic Writings, que me virou a cabeça com suas músicas rápidas e poderosas. Depois disso, com o passar dos anos, fui aos poucos conhecendo mais e mais do fortíssimo legado de álbuns clássicos da banda, com destaque para o célebre Rust in Peace, de 1990, que considero hoje um dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos.

Apesar disso, depois do arrebatamento com Cryptic Writings, nenhum dos álbuns seguintes da banda me pareceu tão forte. Risk, de 1999, sempre me pareceu um bom álbum, cheio de composições interessantes, mas padecia de um "pequeno probleminha": não soava como Megadeth nem aqui nem na China. O disco foi um fracasso comercial e conquistou o ódio dos fãs do grupo, que até hoje não podem nem ouvir falar dele sem vomitar.

Na sequência, em 2001, o Megadeth lançou The World Needs a Hero, um álbum que eu escutei muito na época e que eu achei (ainda acho) muito bom. Mas estava longe da força das composições presentes no Cryptic Writings.

The System Has Failed, de 2004, era uma espécie de retorno da banda ao thrash, depois da fase mais "hard rock/heavy tradicional" adotado a partir do disco Youthanasia (1994). Achei interessante, mas um pouco genérico, sem a força e identidade dos grandes álbuns da banda.

No entanto, em 2007 o Megadeth atacou com United Abominations, álbum que de certa forma colocou a banda de volta nos holofotes. O disco continuava a proposta do anterior, no sentido de resgatar as raízes thrash da banda. Mas as composições estavam bem mais elaboradas e poderosas, incluindo ainda uma nova versão para a clássica A Tout le Monde, regravada com participação da vocalista do Lacuna Coil, Cristina Scabbia. Eu ouvi bastante o álbum e achei muito legal, mas ainda não era um Cryptic Writings.

Bem, e esse recém-lançado Endgame? É um novo Rust in Peace? É um novo Cryptic Writings? Não, nem de perto. Não é um álbum que vai reescrever a história da contribuição do Megadeth para a música pesada, nem reinventar o thrash metal. Mas não pense que toda a aclamação da crítica vem do nada: o álbum é imperdível, e seguramente é o melhor da "nova fase thrash" do grupo. Para o meu gosto pessoal, é o álbum mais legal da banda desde The World Needs a Hero em 2001.

Endgame abre com a absurda "Dialectic Chaos", 2 minutos e vinte segundos de riffs empolgantes e solos absurdos da melhor qualidade. É uma senhora paulada no ouvido e uma abertura de respeito. Parece uma coisa saída do Rust in Peace mesmo. A banda parece fazer questão de esfregar na cara do ouvinte - já desde o primeiro segundo - o fato de que o trabalho de guitarras nesse álbum está matador.

"Head Crusher" é o primeiro single do álbum, a faixa rápida e pauleira que serve de cartão de visita para o ouvinte. "Endgame" é a faixa com a letra mais politizada, dentro da tradição de crítica ácida das composições de Mustaine. Outros destaques são "This Day We Fight", "44 Minutes", "How the Story Ends" e a diferente "The Hardest Part of Letting Go", a faixa menos convencional do álbum.

Endgame é uma dupla alegria: é, ao mesmo tempo, um dos melhores álbuns de heavy metal do ano e uma demonstração de que o Megadeth (uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos) vive hoje uma grande fase. Vida longa ao rei Dave Mustaine!

O Caveira recomenda.

BATMAN - ARKHAM ASYLUM

Nessa semana comecei a jogar o novo Batman - Arkham Ayslum no Xbox 360. Caraca, não é à toa que a mídia especializada está rasgando essa seda toda em cima do jogo. É realmente MUITO bom. A qualidade audiovisual é excelente e a jogabilidade é maravilhosa. A forma como Batman detona a pau meia dúzia de bandidos ao mesmo tempo, quase dançando enquanto golpeia, é de uma satisfação brutal.

O jogo equilibra bons e fluídos momentos de luta, de ocultação (tipo "fique na moita, não seja visto e derrote os bandidos furtivamente e silenciosamente") e de puzzles. Mas todo o conjunto funciona como um relógio, mantendo o jogador "absorvido" sem trancá-lo em missões chatas e repetitivas. Para vocês terem uma idéia, na primeira vez em que sentei para jogá-lo só parei depois que já tinham passado quase três horas. Dá pra dizer que é viciante, não?

Destaque também para o excelente trabalho de dublagem do jogo, com Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) fazendo a voz do Coringa.


A trama é a seguinte: o Coringa ataca o escritório do prefeito de Gotham City, mas é rapidamente detido por Batman, que o leva para ser encarcerado no Asilo Arkham. "Coincidentemente", nessa mesma noite, um incêndio misterioso na prisão de Blackgate faz com que centenas de prisioneiros daquele estabelecimento sejam subitamente movidos para o Arkham. Pouco depois de o Coringa ser levado para o interior do asilo, a vilã Harley Quinn toma conta dos sistemas de segurança do Arkham e o Coringa é libertado, passando a ter o controle total do estabelecimento. Batman soma 2+2 e logo se dá conta de que todo esse caos foi friamente planejado pelo Coringa para destruí-lo.


A mídia especializada anda alardeando que o jogo seria "o melhor game de super-herói de todos os tempos". Esse tipo de observação pode ser um exagero. Lembro que o Batman do NES (de 1989) era um game excepcional para a época, por exemplo. Mais recentemente, tivemos em 2000 o sensacional Spiderman do PsOne.

De qualquer forma, dá pra dizer - sem medo de errar - que esse novo game do Batman não apenas é o melhor game de super-heróis da atual geração como, mais do que isso, é simplesmente um dos melhores jogos dessa geração de consoles, independentemente de estilos e subgêneros.

O Caveira MAIS DO QUE recomenda!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ANJOS E DEMÔNIOS (ou "COMO ESTRAGAR UM FILME NOS SEUS ÚLTIMOS TRINTA MINUTOS")

Acabo de assistir "Anjos e Demônios", do diretor Ron Howard. E confesso que o filme me deixou confuso, pois no final das contas fica difícil dizer se ele é bom ou ruim.

Vamos começar pelos pontos positivos: a cenografia do filme é belíssima, a ação é constante, o ritmo do filme é interessantíssimo (em contraste com a chatice burocrática e a monotonia da película de "O Código da Vinci") e a história funciona em capturar a atenção do espectador.

Bom, mas sendo assim, como estragar um filme com essas qualidades? Simples: prolongando-o meia hora além do necessário e finalizando-o com o final mais estúpido, bobo, carente de sentido imaginável.

Não li o livro original de Dan Brown, mas li o seu "O Código da Vinci" e sei que, apesar de suas qualidades aqui e ali, o sujeito é um escritor medíocre. Por isso me parece que ele, mais do que o diretor Howard, é o culpado pela reviravolta "trash" do fim da história, que não apenas soa forçada como ainda tem o mérito de retroativamente estragar o que até então funcionava na história - o mistério, a conspiração secreta, o desejo de vingança, etc.

Por volta da primeira hora e meia de filme, a história faz sentido, ainda que com seus naturais excessos e liberdades criativas. Mas nos últimos trinta ou quarenta minutos tudo isso é jogado pelo ralo em prol da obsessão de Brown por reviravoltas baratas, e em retrospecto o que sobra é uma história completamente sem pé nem cabeça, inverossímil e desprovida de qualquer mensagem palpável.


Se você não viu o filme, pule esses próximos cinco parágrafos de SPOILERS. Mas se já viu, reflita por um momento e me responda: o personagem de Ewan McGregor queria mesmo destruir o Vaticano e matar todo mundo? O filme parece sinalizar que não, que o objetivo dele era tão somente simular um ataque externo de inimigos da Igreja para fortalecê-la, demonizando a ciência sem se render aos apelos da modernidade. Mas, se é assim, por que ele colocou uma bomba de antimatéria no Vaticano e deixou ela lá até faltar cinco minutos para que explodisse, levando-a então embora de helicóptero às pressas e arriscando a sua vida de forma inacreditável e imprevisível?

Mais: na qualidade de pessoa mais próxima do Papa que havia, o personagem de Ewan McGregor não tinha ciência das câmeras de vigilância instaladas nos aposentos papais e que vieram a revelar toda a verdade sobre seus planos? Será que não existiria outro recurso narrativo menos estúpido do que fazer o vilão secreto da história se revelar através de uma confissão gravada por câmeras internas de segurança, meu saco?

Não é só isso, não! Continuo: raptando os quatros cardeais favoritos para a sucessão papal, qual era o plano do personagem de McGregor? Favorecer a eleição do cardeal mais conservador? Mas se assim fosse não era mais fácil apenas ter sequestrado os cardeais, ao invés de ter apelado para uma bomba de antimatéria no Vaticano? Caramba, o próprio personagem de McGregor suplica para que o conclave seja adiado e para que todos os cardeais fujam. Como isso poderia ajudar o plano de eleger um Papa mais conservador?

Claro, alguém poderia dizer que a idéia do vilão era justamente posar de herói para ser eleito Papa por aclamação! Só que para isso ele precisaria ser tão onisciente quanto Deus, para antever minuto a minuto o desenrolar da história e ter certeza absoluta de que conseguiria se livrar da bomba no último minuto, saltar de paraquedas durante uma explosão de antimatéria e sobreviver!

Bom, acho que são só esses os furos da história, mas ... não, não, espera aí mais um pouquinho! Quer dizer que toda essa ENORME conspiração envolvendo o sequestro de quatro cardeais de dentro do Vaticano, o assassinato de um Papa e o roubo de um cilindro de antimatéria em Geneva foram orquestrados e realizados por DUAS PESSOAS?!? Todo esse inferno que dura quase duas horas e meia na tela, parecendo uma conspiração de superpoderosos oniscientes e onipresentes, foi levada a cabo por DUAS pessoas?!?!

É, não tem jeito, não. Apesar de seus bons momentos, a história desse filme não tem pé nem cabeça.

A "moral" que Brown tenta passar é mais do que batida, ou seja, que não deve haver rivalidade entre a religião e a ciência - sugerindo, pela trama, que o maior obstáculo a esse entendimento vem dos setores mais conservadores da religião. Mas, francamente, é pouca mensagem para duas horas e meia de suspense arrasados pelo "susto vagabundo" do final.

De qualquer forma, não vou dizer que não recomendo o filme. Vale à pena dar uma olhadinha, nem que seja para conferir o visual exuberante e a excelente cenografia. E até mesmo para apreciar a história, que mantém o espectador atento, entretido e interessado antes de tudo ser arruinado pela necessidade de Brown de apostar em truques literários baratos em detrimento de uma narrativa coesa.