sábado, 24 de novembro de 2012

Misfits Cover - show no Abbey Road (Novo Hamburgo, 04/11/2012)


Segue abaixo uma série de vídeos e fotos do show que eu e os demais garotos perdidos da Misfits Cover fizemos no bar Abbey Road, em Novo Hamburgo, no último dia 04 de novembro - abrindo para a banda holandesa Antillectual
 

Saturday Night




Kong at the Gates + Forbidden Zone




Halloween




Skulls



















Bônus!
Aí vai também um vídeo do show da Misfits Cover no Pop Cult, em Novo Hamburgo, em outubro de 2011!





Bônus - parte 2!

A banda toda "xunta e rêunida", em HD, tocando Saturday Night no estúdio!  :)




Bônus - parte 3!

O que acontece quando o vocalista não vai no ensaio? Simples: o guitarrista/backing vocal toma conta do microfone. Confira aí algumas músicas do setlist sendo devidamente assassinadas comigo nos vocais hehehe! = : )


Saturday Night



Forbidden Zone



The Haunting



 Astro Zombies



Dig Up Her Bones




Last Caress





I Turned into a Martian




Horror Business




domingo, 11 de novembro de 2012

Review: SKYFALL (2012)


É fato: Skyfall, o novo filme do 007, é muito divertido. No entanto, está longe de ser perfeito e evidentemente não faz jus às críticas exageradamente positivas que o filme tem recebido da imprensa européia (que tem chegado ao cúmulo de chamar esse filme de "o melhor James Bond de todos os tempos"!).

O roteiro é sofrível, o ritmo é irregular e o melhor do filme acaba sendo o tom de auto-homenagem da cinessérie (quase auto-paródia, em alguns momentos),
que irá agradar muito os fãs dos filmes mais antigos (confesso que adorei as várias referências) mas que certamente não comoverá o público mais jovem ou menos familiarizado com o histórico de filmes de Bond.


O destaque absoluto vai para Javier Bardem, que interpreta o flamboiante e afetado vilão Raoul Silva, talvez o inimigo mais incoerente e inverossímil que 007 já enfrentou até hoje, mas que se torna impagável graças ao imenso talento do ator. 
 
(Atenção: este e os próximos parágrafos contém pequenos spoilers!!!) O roteiro, como já referi, é danado - chega a ser inverossímil até mesmo para os padrões da série. Basta apontar que o vilão, apesar de ser um dos mais perigosos cyber-terroristas do mundo, ex-agente do MI6 e um criminoso de periculosidade inconcebível, capaz de fazer qualquer coisa imaginável, não tem outro objetivo no filme além de choramingar na frente da "M". Não dá pra dizer nem que o objetivo dele é matar ela, pois ele tem dezenas de oportunidades de fazê-lo no filme e não faz.

Outro ponto inacreditável da trama é que Bond, querendo proteger M, bota ela num carro e ambos vão, sozinhos, para uma zona rural no absoluto meio do nada. Lá, serão apenas Bond, M e um velho caseiro decrépito enfrentando um exército de soldados do vilão - além do próprio, é claro. Se esse não é o "plano de proteção" mais ridículo e inverossímil da história do cinema, então eu não sei de mais nada. A intenção explícita e manifesta do filme, a todo momento, é destacar a dicotomia "new ways - meio urbano - alta tecnologia" versus "old ways - deserto rural - primitivismo", mas convenhamos: dava para fazer isso através de uma narrativa menos absurda.
 

O filme também tem alguns problemas graves de ritmo. No meio da projeção, quase parece que o espectador está vendo um clone de The Dark Knight, tamanho é o caos na tela e a sensação de que o vilão é onipresente e controla tudo o que acontece. De repente, não mais do que absolutamente de repente, o filme vira uma viagem bucólica ao meio do nada, em busca das raízes e do passado de James Bond. Particularmente, eu me senti como se estivesse no meio de um passeio de montanha russa e a luz do parque tivesse sido desligada subitamente. Embora ambas as abordagens (ação maníaca e frenética e retorno contemplativo às raízes do protagonista) sejam interessantes, precisaria haver um mínimo de transição entre uma e outra.

Apropriadamente, Skyfall coloca para descansar a personagem de Judi Dench (que está há dezesseis anos - e sete filmes - na série) e sinaliza o possível fim da "Era Daniel Craig" na pele do espião mais famoso do cinema.

Skyfall, no final das contas, se sustenta através da confissão explícita de que a fórmula da série está esgotada e de que é anacrônica sob muitos aspectos. Funciona, mas coloca uma interrogação sobre o futuro da série: ou ela se reinventa novamente, ou cai num ostracismo decorrente de sua agora confessada fórmula surrada e esgotada. Talvez nós fiquemos sem ver um novo filme de James Bond por alguns anos, e é provável que seja melhor dessa forma.

Review: THE POSSESSION (2012)



Confesso que já fui ver "Possessão" (The Possession) com um pé atrás, pois o cartaz anunciava que o filme é produzido por Sam Raimi e já estou acostumado a ver grandes diretores de horror colocando seus nomes na produção de películas abaixo da média. Mas, para ser sincero, "Possessão" é um terror acima da média - não muito, é verdade, mas acima.

A história é o feijão com arroz de sempre desse subgênero de horror: família disfuncional, homem de meia idade fazendo o máximo para cumprir bem o seu papel de pai (sem sucesso, é claro) e crianças confusas e entristecidas que, subitamente, são transformadas em alvo fácil para um espírito demoníacos que cruza em seu caminho. E haja exorcismo para tirar a entidade do couro da criança!

A direção é boa, as atuações são fortes
e o filme até possui dois ou três momentos levemente assustadores. Mas, no geral, é um filme genérico sobre o tema e fadado ao esquecimento.

O pior momento da película, sem sombra de dúvida, é o humor involuntário causado pela cena na qual o maligno espírito é visto dentro do corpo da pobre menininha inocente ... num exame de tomografia! Deu vergonha alheia. Foi certamente uma das cenas mais involuntariamente idiotas que eu já vi num filme em toda a minha vida, e evidencia que a produção parece não ter se decidido entre assumir uma roupagem mais séria e sisuda ou uma abordagem mais ao estilo anárquico e semi-humorístico de Sam Raimi.
 

Já faz alguns anos que esse filão derivado do clássico "O Exorcista" está na moda, mas a verdade é que esse subgênero do cinema de horror não apenas não evoluiu nada desde os anos 70 como - pior - jamais conseguiu chegar novamente no nível das produções do gênero mais significativas daquela época ("The Amityville Horror", "Rosemary's Baby" e, acima de qualquer outro, "The Exorcist").

Não adianta: quando o assunto é possessão de famílias disfuncionais por espíritos malignos, os melhores filmes ainda são de 35 ou 40 anos atrás. Ainda assim, para quem gosta de filmes de terror, "Possessão" vale uma ida ao cinema.
 
Em tempo: a "história real" na qual o filme diz se basear é a história inventada por um maluco no Ebay, quando ele colocou à venda um objeto supostamente amaldiçoado. É claro que Sam Raimi e o diretor do filme juram de pé junto que acreditam na história e que morrem de medo dela. Aham, ok, a gente é bobo e acredita ...

domingo, 23 de setembro de 2012

BAY OF BLOOD (Reazione a Catena) - 1971



Como fã de filmes de horror, há muitos anos tenho lido que "Bay of Blood" (1971), dirigido pelo fantástico Mario Bava (o pai do cinema de horror italiano), foi uma das maiores influências do clássico "Friday the 13th" (1980), que originou a franquia de "slasher movies" mais famosa e icônica de todos os tempos. Mas eu nunca poderia imaginar que as semelhanças entre o filme de Bava e o popular "Sexta-Feira 13" eram tão grandes assim. 


Agora que finalmente vi Bay of Blood, percebo que Friday the 13th é quase uma reimaginação da produção italiana. Toda a concepção do camping "Crystal Lake", a atmosfera e a ambientação de Friday the 13th foi diretamente copiada do filme de Bava, assim como o enfoque gráfico nos sangrentos assassinatos. A influência é tanta que a continuação "Friday the 13th Part 2" (1981) chega a copiar, quadro por quadro, duas cenas de morte do filme italiano. 
Ah, e sabe aquele velho clichê da turminha de adolescentes libidinosos e festeiros que se dirigem inocentemente até um local isolado, flertam uns com os outros, ficam sem roupa e/ou transam e depois são brutalmente assassinados de maneiras cada vez mais horrendas? Pois é, foi Bay of Blood que criou a moda...

Para quem curte o gênero, Bay of Blood é mais do que imperdível. Embora isso seja objeto de discussão, para mim ele é o primeiro verdadeiro slasher movie nos termos em que nós entendemos esse subgênero hoje.


O roteiro é uma sandice completamente absurda, e faz o roteiro do primeiro Sexta-Feira 13 parecer um texto shakespeariano. Mas o que vale é o visual e a violência plástica do filme. Não se trata de uma exceção à regra, já que o cinema de horror italiano tem o costume de privilegiar a intensidade visual em detrimento da linha narrativa.

Uma curiosidade: Bay of Blood faz menção a eventos ocorridos num dia 13 de fevereiro, e ao longo do filme ocorrem 13 assassinatos. Será coincidência que a imitação americana de 1980 se chame "Sexta-Feira 13"?


Para quem quiser ver o filme, fica a dica: ele é difícil de achar (eu só consegui vê-lo em inglês sem legendas) e deve ser o filme com o maior número de títulos alternativos de todos os tempos. Só na Itália, o filme teve três nomes diferentes ao longo dos anos: "Ecologia del delitto" (o original), "Reazione a Catena" (o mais comum) e "Bahia di Sangre" (o último). Nos EUA, foi lançado como "Carnage" e depois rebatizado de "Twitch of the Death Nerve", que em termos gerais é o nome mais conhecido do filme tanto nos EUA quanto internacionalmente. Também é conhecido como "Bay of Blood" (ou "A Bay of Blood"), que é o nome pelo qual eu sempre ouvi falar dele. Outros nomes alternativos do filme são "Last House on the Left – Part II" e "New House on the Left", que deixam clara a intenção de fazer uma associação forçada, equivocada e descabida do filme de Bava com o clássico "Last House on the Left" de Wes Craven.

 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

MEUS VIZINHOS SÃO UM TERROR (The Burbs) - 1989




The Burbs (conhecido por aqui como "Meus Vizinhos são um Terror") é uma comédia de horror que eu conheci há uns vinte anos atrás, quando aluguei o filme em VHS para ver em algum ponto indeterminado do começo da década de 90.

Nele, Tom Hanks interpreta Ray Peterson, o típico cara de classe média de subúrbio americano. Morando numa grande e bela casa numa rua interiorana daquelas em que você conhece todos os vizinhos e onde todo mundo sabe tudo sobre a sua vida, ele está tirando uma semana de folga do trabalho. 


Infelizmente, suas pequenas férias são interrompidas pelo mistério dos novos vizinhos da casa ao lado da sua, os sinistros Klopeks, que nunca são vistos à luz do dia e que possuem alguns hábitos bastante perturbadores - como cavar buracos no pátio no meio da madrugada. 

Estimulado por dois outros vizinhos - o gordo chato Art e o neurótico veterano do Vietnã Rumsfield, Ray acaba caindo de cabeça na obsessão de descobrir a verdade sobre os novos vizinhos.


Destaque para Corey Feldman (o "Bocão" dos Goonies), então com 18 anos, no papel do inoportuno Ricky, bem como para Carrie Fisher (a eterna Princesa Léia) interpretando a esposa de Ray.

The Burbs é dirigido por Joe Dante, diretor do popular Gremlins (1984), da continuação Gremlins 2 (1990) e dos clássicos de horror Piranha (1978) e The Howling (1981). Apesar disso, o filme é muito mais uma comédia do que um filme de terror, mas tem seus momentos de suspense suave. Confesso que, na infância, eu o achava razoavelmente assustador. Mas isso não quer dizer, porque naquela época eu achava basicamente qualquer coisa assustadora.


A boa notícia é que você não vai precisar dar uma de arqueólogo e ficar horas cavocando na internet para conseguir achar esse filme: ele está disponível no acervo do Netflix, com legendas e em alta definição. Fica a dica.


MADHOUSE (1974)



Para os fãs do eterno Vincent Price, aqui vai uma sugestão imperdível.

Conhecido aqui no Brasil pelo nome "A Casa do Terror", Madhouse traz Price no papel do ator Paul Toombes, que ganhou fama interpretando um vilão de filmes de horror chamado Doctor Death.

Tudo estava muito bem na vida de Toombes até o dia em que a sua jovem e bonita noiva é assassinada sob condições misteriosas - e com toda a suspeita recaindo sobre o próprio Toombes, que acaba perdendo a sanidade e indo parar num asilo psiquiátrico. Anos depois, tentando retomar sua vida, ele aceita voltar a interpretar o Doctor Death numa série de televisão, momento a partir do qual mais mortes começam a ocorrer.

 
O filme tem um roteiro previsível ao extremo e é um pouco bobo em alguns momentos, mas é divertidíssimo - principalmente pela rara oportunidade de ver Price contracenando com Peter Cushing, outro ícone do cinema de horror dos anos 50 e 60. Ver Price caracterizado como o sinistro Doctor Death também é impagável!


Atenção para o fato de que todos os trechos de filmes do Doctor Death mostrados durante Madhouse, na verdade, são cenas de filmes antigos dirigidos por Roger Corman nos quais Price trabalhou ao longo dos anos 60.


O único problema é que não é muito fácil encontrar o filme por aí em DVD, locadoras ou em serviços do tipo Netflix. Na falta de uma solução melhor, o jeito é baixar o filme na internet mesmo. Seguem abaixo os links, em quatro partes, para download do filme em RMVB com áudio em inglês e legendas em português.




quinta-feira, 26 de julho de 2012

Resenha: METALLICA - A BIOGRAFIA (Mick Wall)


Os fãs do Metallica não podem deixar de ler a biografia lançada aqui no país há poucos meses pela Editora Globo. De autoria de Mick Wall, um jornalista britânico especializado em escrever sobre música, METALLICA - A BIOGRAFIA narra, de forma empolgante e repleta de detalhes, as origens daquela que viria a se tornar a maior banda de heavy metal de todos os tempos.

Como fanático pela banda desde os idos de 1996, naturalmente devorei as quase 450 páginas do livro em questão de poucos dias. Muito do que é contado nele já era do meu conhecimento, tratando-se de informações que eu já havia lido ao longo dos anos em especiais de revistas de música e/ou na internet. Mesmo assim, acabei descobrindo bastante coisa nova sobre a megabanda que começou como uma improvável parceria entre um baterista que praticamente não sabia tocar bateria e um vocalista tímido que praticamente não era capaz de cantar.

Embora seja uma leitura obrigatória para os fãs - e sugerida também para qualquer um que aprecie rock em geral, o livro não é isento de falhas. A meu ver, o maior problema na biografia escrita por Mick Wall reside no fato de que o livro claramente concentra o seu "fôlego" no espaço de tempo que vai do surgimento da banda até a morte do baixista Cliff Burton no meio da tour do terceiro álbum da banda, o hoje clássico e lendário Master of Puppets (1986).

Toda a história do Metallica desde a entrada do substituto Jason Newsted até os dias atuais - incluindo a chegada da banda ao ápice de seu sucesso comercial com o seminal Black Album de 1991 - é contada de forma excessivamente acelerada e pobre em detalhes. É quase como se o livro fosse sobre a história da banda entre os primeiros dias e a morte de Burton, com as mais de duas décadas seguintes entrando na narrativa quase como na forma de um rápido "bônus" para o leitor. Embora na prática esse período represente algo em torno de 200 páginas do livro, a sensação que fica é que, nessa segunda metade do livro, a narrativa se torna mais genérica e menos aprofundada, como se simplesmente não houvesse mais nada de interessante para ser contado sobre o Metallica depois de Master of Puppets.

Apesar da menor densidade narrativa e de uma menor atenção aos detalhes, é preciso dizer que as épocas referentes aos álbuns And Justice For All (1988) e ao Black Album até que são exploradas ainda com certa atenção na obra de Mick Wall. Infelizmente, no entanto, a história da banda a partir de meados dos anos 1990 até os dias atuais é contada de forma excessivamente genérica e "corrida". Se você quer conhecer a história da banda na época dos polêmicos álbuns Load (1996) e Reload (1997), aviso desde já que esta biografia se mostra sucinta e breve (e um pouco insatisfatória e decepcionante, devo dizer) em relação a tais períodos da história da banda.

De qualquer forma, o livro é muito bem escrito, extremamente informativo e divertidíssimo para quem é fã da banda. Seja para conferir dados e informações já conhecidos, seja para tomar conhecimento de mais fatos e pessoas envolvidas com o surgimento e ascensão do Metallica, trata-se de um livro que, creio eu, será bem apreciado por qualquer fã de rock (principalmente do hard rock e heavy metal dos anos 80) e que, especificamente para os fãs do Metallica, é absolutamente imperdível.

domingo, 1 de julho de 2012

THE GOONIES ARE GOOD ENOUGH ... e ainda melhores em HD!



Há duas semanas atrás, procedi com mais uma empreitada nerd: comprei o Blu-Ray de THE GOONIES e assisti, pela primeira vez em alta definição, este que é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos.

Não contente com isso, assim que o filme terminou, imediatamente comecei a vê-lo de novo, dessa vez comentado do começo ao fim pelo diretor Richard Donner e por todo o elenco principal. Terminei minha "Goonie Night" vendo as cenas excluídas do filme.

Na verdade, todo esse material extra (comentários do diretor e elenco e cenas excluídas) não é novidade do Blu-Ray, formato no qual o filme só saiu em 2008. Esse material já estava disponível em DVD desde 2001, mas foi a primeira vez em que o vi. Para ser sincero, só fui adquirir o DVD de Goonies esse ano, pouco tempo depois de acabar comprando o Blu-Ray. Tanto é que o meu DVD do filme ainda está lacrado no plástico e não tenho planos para tirá-lo da embalagem ...  :)


Rever Goonies é sempre um prazer, mas esse material extra é uma diversão à parte. É um barato para os fãs ouvir as observações de Donner e dos integrantes do elenco, agora todos adultos, rindo e lembrando das experiências vividas durante as filmagens. O único ponto a lamentar é que Sean Astin (que interpreta o protagonista Mikey no filme) teve que sair no meio da projeção, sendo o único ator do elenco principal que não participa até o final da faixa de comentários. 


Vale lembrar que, na época dessa reunião do elenco (entre 2000 e 2001), Sean Astin era o ator mais bem-sucedido (e, possivelmente, com a agenda mais apertada) do grupo, pois estava de contrato assinado para viver Samwise Gamgee na trilogia O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson. O curioso é que, hoje, podemos tranquilamente dizer que Josh Brolin (que interpreta Brand, irmão de Mikey, em Goonies) possui uma carreira mais sólida em Hollywood do que Astin. Exceto por Goonies, praticamente tudo o que Brolin fez de mais importante na sua carreira (No Country for Old Men, American Gangster, W, Milk, True Grit) aconteceu depois da reunião do elenco do filme de Donner, eternizada no lançamento em DVD em 2001.    

  
As cenas deletadas também são muito interessantes, pois explicam dois erros de continuidade que acabaram ficando na edição final do filme.

Primeiro erro: no final do filme, o personagem Data conta para seus pais que ele e seus amigos teriam enfrentado, entre outras coisas, um polvo. Essa cena sempre me deixava com uma pulga atrás da orelha, pois não há nenhum polvo em Goonies.

Há muitos anos, eu ouvia falar que a "cena do polvo" teria sido excluída na edição do filme, mas só agora finalmente vi a cena. Embora divertida, a cena é prejudicada pela pobreza dos efeitos especiais. O ataque da referida criatura é ridículo, e o bicho mais parece uma bóia colorida de borracha. De fato, é preciso reconhecer que sua retirada da edição final foi uma boa ideia.


Segundo erro: quando os Goonies encontram o mapa do tesouro no sótão da casa de Mikey, o mapa está intacto. No entanto, quando eles chegam no velho restaurante que serve de esconderijo para os Fratelli, o mapa está queimado nas pontas.

Isso é explicado por uma cena excluída que mostra que, no caminho até o velho restaurante, o grupo de amigos parou numa loja de conveniência para comprar um mapa de Astoria (a cidade onde se passa o filme). Lá, eles são abordados pelo vilão Troy, que dá uns sopapos nos meninos, pega o mapa e coloca fogo nele. Troy é colocado para correr pelo irmão de Mikey, Brand, que logo chega no local. Com isso, Mikey rapidamente recupera o mapa e apaga o fogo, mas o mapa fica chamuscado. É uma boa cena, que acrescenta conteúdo à história, mas sua exclusão do corte final do filme também é compreensível. No geral, a cena acabou ficando um pouco longa e aborrecida, e provavelmente o filme perderia em ritmo se ela fosse mantida.

Enfim, quem disse que o genial Dick Donner também não comete uns erros de continuidade aqui e ali?

Para além desses pequenos detalhes, este Blu-Ray só ajuda ainda mais a compreender por que Goonies se tornou um clássico e um filme cult. É um daqueles filmes que a gente precisa rever, de quando em quando, para manter o coração jovem e satisfazer a criança que vive dentro de nós, cotidianamente sufocada pelo ceticismo pragmático e acomodado dessa coisa aborrecida e cinzenta que se convencionou chamar de "mundo adulto".


domingo, 3 de junho de 2012

Os Caça-Fantasmas ... em Porto Alegre!





Sensacional produção original do ótimo blog Naftalina!

terça-feira, 10 de abril de 2012

MOMENTO ANOS 80 - Brian Ferry: "Slave to Love"

Olá, amiguinhos! Para quem ainda não me conhece, eu sou o Don Johnson, Assessor da Cripta do Caveira Para Assuntos Oitentistas. Hoje estou trazendo para vocês mais uma pérola da música pop da Década Mágica. 

Apaguem as luzes, aumentem o volume e deixem a MAGIA fluir! Ou, em outras palavras: explodam de tanto feeling, seus hipsters niilistas desse mundo contemporâneo triste e cínico!


quarta-feira, 28 de março de 2012

A CRIPTA DO CAVEIRA COMPLETA 8 ANOS!


"BEM VINDOS
Seja bem vindo à minha cripta ... eu sou o Caveira.
Não estou no momento.
Deixe seu recado após o AHHHHHHHHHHHH!!!"


Com este post, em 11 de março de 2004, foi inaugurado o blog A Cripta do Caveira. Até eu estou surpreso com essa descoberta que fiz agora há pouco, vasculhando meus velhos arquivos das versões anteriores do blog. É que, há vários anos, eu acreditava que A Cripta do Caveira tinha sido criada no dia 28 de março de 2004. Mas, aparentemente, eu estava enganado.

De qualquer forma, isso significa que o blog está comemorando nada menos do que oito anos de existência ininterrupta, tendo passado por quatro endereços diferentes nesse período:

- http://criptadocaveira.blig.ig.com.br (2004)

- http://criptadocaveira.blogspot.com (2004-2006)

- http://ubbibr.fotolog.com/doomariner (2006-2008)

- http://caveirascrypt.blogspot.com (2008-presente)

 
 Primeira versão da Cripta do Caveira, em 3600 A.C.

A Cripta do Caveira nunca teve pauta, objeto, sentido ou uma razão de ser clara e definida. Começou servindo para que eu compartilhasse qualquer bobagem que estava na minha cabeça no momento (lembrem-se: era uma época em que não existia ainda Orkut, Twitter ou Facebook). Progressivamente, foi se tornando um espaço para resenhas de filmes, games e discos. Com a criação do blog Cemetery Games, os jogos de videogame e computador virtualmente desapareceram da Cripta.

No seu primeiro ano, o blog era pautado por posts bastante curtos, de um ou dois parágrafos, geralmente acompanhados de uma única imagem. Não havia nenhum texto mais elaborado. Era uma droga mesmo, ruim demais. Não que hoje o blog seja grande coisa, mas pelo menos dá pra encarar. Ainda bem que, naquela época, quase ninguém lia a Cripta mesmo!

 Durante a ditadura militar, A Cripta do Caveira foi proibida por conta de seu conteúdo subversivo.


Aos poucos, a coisa foi melhorando um pouco. Começou a rolar uns reviews de shows e uns textos um pouco mais decentes e informativos. De qualquer forma, o blog só começou a ter alguma visitação digna de nota a partir de 2008. E mesmo nessa época, a Cripta tinha em torno de 100 visitas mensais - às vezes menos! O número de visitantes atual (que geralmente oscila em torno de 2.500 ou 3.000 visitas por mês) é um fenômeno bastante novo para o blog, coisa de 2010 para cá. Não me perguntem qual o motivo disso, pois juro que não sei. Pra mim, a Cripta continua essencialmente tão ruim e nonsense quanto sempre foi. Mas, pelo jeito, aumentou o número de almas desgarradas atraídas por esse pequeno sanatório sobrenatural.

Hoje, A Cripta do Caveira tem um pouco de tudo que eu gosto: música, pop oitentista, nerdices, pequenos contos e crônicas, filmes, livros, arte de horror em geral e eventualmente um pouco de humor barato (os videogames, como já falei, ficaram num blog especializado no assunto). A Cripta pode ser uma porcaria desvairada, mas é a MINHA porcaria desvairada e, hoje, é inegável que ele reflete uma parcela considerável da pessoa que eu sou. Ou seja: que medo!

Os compromissos da vida adulta, naturalmente, me impedem de manter o blog tão abastecido e renovado quanto eu gostaria, mas quem o acompanha sabe que ele nunca chega a ficar abandonado. Por isso, boys and ghouls, continuem visitando a Cripta nas suas horas de folga, pois sempre haverá alguma atração barata e ridícula para animá-los.

Um grande abraço para todos vocês que, sabe Deus por quê, acabam entrando aqui todos os meses. Eu posso ser meio louco, mas vocês certamente também não são lá muito normais ...


terça-feira, 27 de março de 2012

Quaresminha

 
 - Bem-vindos de volta, prezados ouvintes! Eu sou o seu Roberto Leão e você está sintonizado na Rádio Ranheta, 43.7 FM. Conforme prometido, nesse bloco do nosso programa a gente vai entrevistar um grande nome da nossa música popular, um compositor local que muito nos honra com a sua presença: o popular Quaresminha! Boaaaaaaaaaaaaaaa noite, Quaresminha!!!

- B-Boa noite!

- Disco novo na praça, então?

- É, acabou de ser lançado. A gente tem que aproveitar a época, né?

- Não entendi. Que época?

- A Quaresma. Tipo, depois do Carnaval e antes da Páscoa.

- Ahhhh, saquei, saquei. Você prefere lançar seus álbuns no período da Quaresma, Quaresminha? É pra dar mais ibope, ficar mais em evidência?

- É, acaba sendo uma necessidade, né? É o único período em que os meus álbuns vendem bem, na verdade.

- Não é fácil ser músico no Brasil, né, Quaresminha?

- Não é, não. Não é mole. Com show é a mesma coisa, minha agenda só enche mesmo nessa época. No resto do ano rola um certo marasmo.

- Que coisa, que coisa! Mas fala mais pra gente dessa tendência de vendas aí, Quaresminha! Quer dizer que o pessoal não ouve Quaresminha no Natal ou no Dia das Mães?

- Pior é que não, sabe ... é só na Quaresma mesmo. Tem muita concorrência no Dia das Mães: Os Rebentos dominam as paradas há alguns anos nesse período. O público mais roqueiro acaba comprando os álbuns da Filhotão & Os Matricidas. E todo mundo sabe que, no Natal, só dá Simone há mais de vinte anos.

- "Então é Nataaaaal"! Ráráááá, é verdade! Tchê, mas tu vê só! Que barra, Quaresminha, que barra!

- É, pois é. Eu me arrependo um pouco desse nome artístico na verdade. Acho que me faltou um pouco mais de visão na época. Eu era jovem e inexperiente no mundo da música. Deveria ter pensado em algo mais abrangente.

- Exemplifica aí pro ouvinte, Quaresminha.

- Ah, tem muito artista que mantém boas vendagens o ano inteiro. A dupla Rotineiro & Cotidiano, por exemplo. Não há dia no ano em que os discos dos caras não vendem bem. Tem aquela banda punk da capital, a Cartão Ponto, que também se mantém forte o ano inteiro. Quer dizer, menos no período de férias. Acho que nas férias o pessoal prefere reggae, ska, pop ...

- Esse sons mais de praia, né?

- É, por aí.

- E como você leva o resto do ano, quando os discos vendem menos e há poucos shows?

- Bom, a gente se vira, né? Eventualmente aparecem umas paróquias do interior comandadas por uns padres meio gagás. Isso acaba me ajudando. A Páscoa passa e eles não se dão conta. Continuam me contratando para animar as festas da igreja local até meados de maio. Começo de junho, às vezes.

- E diz aí pra gente, Quaresminha: você já cogitou mudar o seu estilo de som, para atingir um público maior?

- Sim, já pensei nisso, sim. Aliás, estou determinado a me renovar musicalmente. No meu próximo álbum, irei experimentar com música clássica. Farei releituras de grandes composições eruditas. Será algo com potencial para expandir o meu público e fazer o disco vender bem durante o ano inteiro.

- Mas olha só! Que legal, Quaresminha. E esse futuro projeto, já tem nome?

- Tem sim. Vai se chamar "As Quatro Estações"! 


quinta-feira, 15 de março de 2012

O Caveira analisa: SUPERMAN II - THE RICHARD DONNER CUT (2006)

 
Se você é da "Geração Anos 80" como eu, provavelmente sabe que SUPERMAN II (1980) é um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos, e que os dois primeiros filmes do kryptoniano estrelados por Christopher Reeve foram nada menos do que os primeiros filmes do estilo a realmente fazer um grande sucesso de crítica e público, estabelecendo o padrão para o que Hollywood viria a fazer no futuro com Batman, Spiderman, X-Men e tantos outros.

Apesar do pioneirismo e da qualidade técnica até então sem precedentes do primeiro Superman (1978), dirigido por Richard Donner, o segundo filme é geralmente considerado mais divertido e emocionante, o que certamente se deve ao fato das brigas sensacionais que o herói encara com três criminosos kryptonianos liderados pelo maligno General Zod (Terence Stamp, em performance lendária), adicionando à trama uma boa quantidade de ação que não existia no primeiro filme.


No entanto, apesar de ser um clássico, Superman II sempre foi um filme cercado por muita polêmica. O motivo é o seguinte: o ultracompetente e famoso diretor Richard Donner estava originalmente contratado para dirigir dois filmes do Superman, e por isso as duas películas foram filmadas juntas (o começo do primeiro filme já deixa o gancho pronto para a sequência). Só que, em virtude de desentendimentos de Donner com os produtores, o diretor acabou despedido antes da continuação ser finalizada. No seu lugar entrou outro Richard: Richard Lester, um diretor muitíssimo menos prestigiado (e que mostraria a toda a sua incompetência em lidar com o Homem de Aço ao dirigir o péssimo Superman III, alguns anos depois).


Bem, Lester não era Donner. Mas como o filme estava parcialmente pronto (com várias cenas já filmadas e com o roteiro essencialmente pronto), as inabilidades de Lester não chegaram a prejudicar demais Superman II. Apesar disso, durante muitos anos, os fãs choraram para que Donner fosse autorizado a lançar a sua versão de Superman II, usando o material que ele filmou antes de ser despedido e seguindo o roteiro de acordo com o que era antes de Lester assumir a direção. E em 2006, o sonho dos fãs se tornou realidade com este SUPERMAN II - THE RICHARD DONNER CUT, ou seja, como o Superman II de 1980 teria sido se Donner não tivesse quebrado os pratos com os produtores. Como Donner não conseguiu filmar tudo antes de ser despedido, foi necessário aproveitar cenas do material filmado sob direção de Richard Lester. Oficialmente, estima-se que 83% da filmagem dessa nova versão de Superman II foi feita por Donner, sendo que o resto foi aproveitado das filmagens de Lester.  


Tudo isso pode parecer apenas balela para dar dimensões exageradas para uma versão especial de um filme velho, mas realmente este não é o caso. Acredite: o Superman II de Richard Donner é um filme MUITO diferente do Superman II de 1980, apesar do roteiro ser essencialmente o mesmo. Para mim, que sou fã dos dois primeiros filmes e quase vou às lágrimas toda vez que vejo Christopher Reeve interpretando o Superman, foi um choque ver essa quantidade enorme de material inédito do ator encarnando o herói kryptoniano.

Se você pretende ver essa nova versão e não quer ter nenhuma surpresa estragada, sugiro parar de ler esse review por aqui. Estou avisando: haverão spoilers aos montes. Ainda lendo? Bem, então vamos lá.


O Superman II de Richard Donner é uma maravilhosa e divertidíssima surpresa para os fãs do Superman/Christopher Reeve, mas a verdade nua e crua é que, em termos gerais, ele simplesmente NÃO É um filme melhor do que o Superman II original de 1980. Algumas coisas ruins e furos de roteiro do filme original são deixados de lado nessa nova versão - mas, por outro lado, esse novo Superman II apresenta toda uma série de novos defeitos que, graças a Deus, ficaram de fora do filme original. Vamos analisar alguns pontos mais específicos.


A épica e lendária batalha do Superman contra Zod e seus asseclas nas ruas de Metrópolis ficou bem melhor nessa versão de Richard Donner. Lester, que tinha uma veia cômica muito saliente, insistia em colocar "gags" ridículas e sequências de coisas idiotas (no melhor estilo "Os Trapalhões") em todas as cenas em que isso era possível (basta ver a comédia pastelão que Superman III se tornou sob sua direção, com o comediante Richard Pryor roubando o filme no lugar do protagonista). Aquelas estúpidas cenas de pessoas tropeçando e levando sorvetes na cara durante a luta dos kryptonianos pelas ruas de Metrópolis, felizmente, foram removidas.

Por outro lado, outras incongruências absurdas dessa parte do filme foram mantidas tal qual no filme de 1980. Por exemplo: Superman está sobrevoando Metrópolis, em luta contra Zod, sendo que tudo está sendo assistido por Lois Lane da janela do prédio do Planeta Diário, e de repente os oponentes colidem com ... a Estátua da Liberdade! Mas, afinal de contas, eles estavam lutando em Metrópolis ou em Nova York?!? Para não falar da ridícula mamãe que fica andando com o seu filho no carrinho de bebê no meio de uma batalha entre quatro kryptonianos super-poderosos e irados ...


A nova versão acrescenta um bocado de cenas de Marlon Brando como Jor-El, interagindo com Reeve, o que evidentemente dá um valor sentimental enorme a esse novo Superman II de Donner. Por outro lado, tudo isso acaba vindo em prejuízo da coerência do roteiro. Explico: no Superman II de 1980, o herói abria mão de seus super-poderes a fim de levar adiante o seu romance com Lois Lane. Assim, ele perdia seus poderes e só então ia para a cama com a mocinha, deixando implícito que com seus poderes ele não poderia ter feito isso (é uma premissa coerente, embora boba, já que o Superman dos quadrinhos traça a Lois regularmente sem precisar abrir mão de seus poderes para isso). Já nessa nova versão de Donner, Superman PRIMEIRO vai pra cama com Lois e só depois resolve se transformar num homem normal. 


Ahn ... O QUÊ?!? Ora, se ele podia namorar a Lois normalmente sem perder seus poderes, então por que adotar essa atitude radical? Alguém poderia dizer que ele abriu mão de seus poderes "para poder se dedicar exclusivamente à ela e não precisar mais ficar salvando pessoas pelo mundo afora". Mas essa explicação é péssima. Se Superman queria apenas deixar de ser herói, não precisava se submeter a um procedimento para virar um homem normal desprovido de super-poderes. A montagem do filme original fazia muito mais sentido e tornava mais coerentes as ações do herói. Na versão de Donner, a decisão do Superman acaba parecendo coisa de débil-mental.

Outra furada da nova versão: aqui, é um dos mísseis de Lex Luthor (aquele que o Superman desvia no final do primeiro filme) que acaba destruindo a prisão dimensional onde estavam o General Zod e seus subordinados. Sem falar que Luthor viaja até a Fortaleza da Solidão e, consultando os cristais de Jor-El, acaba descobrindo sobre a existência de Zod. Quer dizer, vejam só que "coincidência": Luthor toma conhecimento da existência de Zod ao mesmo tempo em que o míssil que ele mesmo lançou acabou libertando Zod, que está chegando à Terra. Toda essa série de coincidências absurdas não existiam no filme original de 1980. 


No entanto, o pior do Superman II de Donner é que, inacreditavelmente, ele repete o truque narrativo que era simplesmente A PIOR COISA DO SUPERMAN DE 1978: a ridícula, constrangedora e infame viagem no tempo. Lembram que, no final do primeiro filme, Superman fazia a Terra girar ao contrário para fazer os eventos retrocederem e impedir que Lois Lane morresse? Aquela cena lamentável, que maculou um filme praticamente perfeito, aparece DE NOVO nessa nova versão de Superman II. Pô, Richard Donner, mas qual é o seu problema?!? MAIS UMA VEZ, Superman faz a Terra girar ao contrário para mudar o curso dos eventos - dessa vez, no final do filme, para impedir que os vilões kryptonianos escapem de sua prisão eterna na Zona Fantasma. Pô, mas qual o sentido de lutar com os vilões o filme inteiro e derrotar eles para, só no final, fazer o tempo voltar e apagar tudo o que aconteceu? Por que Superman não fez isso já na metade do filme, evitando toda aquela batalha nas ruas de Metrópolis?!?

O Superman II de 1980 nunca foi um filme perfeito. Haviam várias partes aborrecidas e o roteiro tinha furos significativos. Mas, no novo Superman II de Richard Donner, o roteiro é transformado num verdadeiro quejo suiço: é pouco roteiro para muito furo. Duvido que o filme tivesse saído tão incoerente se tivesse sido lançado por Donner lá em 1980. A meu ver, as incongruências gravíssimas do filme são fruto da "colcha de retalhos" no qual o material filmado por Donner se transformou, bem como o longo tempo transcorrido entre a produção original e a montagem deste novo corte.

Conclusão: o Superman II de Richard Donner é imperdível para os fãs dos filmes de 1978 e 1980. A oportunidade de ver material inédito estrelado por Reeve é um verdadeiro presente para os fãs, para não falar do vasto material adicional com Marlon Brando. Mas que ninguém se iluda: esse novo corte do filme não resulta, no geral, num Superman II melhor do que o original. Alguns aspectos negativos foram melhorados, mas um monte de novas deficiências narrativas foram acrescentadas. Sou fã confesso de Richard Donner, mas - sinceramente - ainda fico com o Superman II que eu cresci vendo na TV.