segunda-feira, 20 de julho de 2009

NINTENDO DS + XBOX 360 = :)

Em momento notavelmente NERD da minha vida, na semana passada adquiri dois novos videogames no impressionante espaço de 48 horas. O primeiro foi um Nintendo DS, o segundo foi um Xbox 360 novinho com HD de 60 Gigas.

O que dizer sobre isso? EBAAAAAAAAAAAAA!!! :P

Por enquanto, estou com três games no Xbox 360: Grid, Gears of War 2 e Ghostbusters.

GRID é um game de corrida muito animal da Codemasters, lançado em 2007. Só que é difícil pra CARAMBA, certamente um dos games mais ralados do estilo que já conheci. O jogo não perdoa, se cometer uma cagadinha de nada numa corrida você estará ralado. E o carro vai se demolindo à cada batida e ficando cada vez mais imprestável. E os adversários são uns bandidos que te fazem de gato e sapato, prensando seu carro contra os muros, dando fechadas, entre outros comportamentos que beiram a marginalidade.


GHOSTBUSTERS é talvez o game que eu aguardava com mais ansiedade este ano. O roteiro foi escrito por Harold Ramis e Dan Akroyd (que interpretavam respectivamente Egon e Ray nos filmes) e TODO o elenco original dubla as vozes dos personagens. O jogo se passa em 1991 e é uma espécie de "terceiro filme" dos Caça-Fantasmas. Enfim, pra quem é fã dos caras como eu, o game é uma festa, cheio de referências aos filmes e interações divertidas entre os personagens. Como jogo, Ghostbusters não é nada do outro mundo. É divertido e bem executado, mas sem nada de muito especial. Mas para pessoas como eu, fãs de longa data dos filmes, é simplesmente IMPERDÍVEL. É a melhor coisa feita dentro da franquia "Ghostbusters" desde o desenho animado do final dos anos 80 e começo dos 90.



Por fim, o que dizer de GEARS OF WAR 2? O primeiro game já era animalesco, e esse é ainda melhor, cheio de situações intensas, inimigos gigantescos que surgem do nada e ação frenética que faz o jogador ter vontade de sair berrando. Gráficos do além, hordas de inimigos, bala comendo solta, cenários espetaculares, andamento cinematográfico ... nem tem como descrever, só jogando para conferir.



Já no DS, uma das coisas que mais joguei é um game recente chamado OVERLORD MINIONS, bem divertido. O lance é o seguinte: o jogador é uma espécie de lorde das trevas, num mundo medieval, e comanda uma horda de goblins cômicos e meio pirados, usando-os para completar missões contra inimigos que ameaçam as terras dominadas pelo maléfico lorde interpretado pelo jogador. O jogo é uma espécie de mistura de puzzle com aventura, sendo que cada goblin tem poderes, habilidades e fraquezas específicas, e precisam ser comandados para trabalhar em conjunto para superar os desafios e inimigos de cada fase. Todos os comandos, incluindo movimentação e ataque, são feitos com a caneta stylus, na tela inferior do DS, o que torna a jogabilidade bastante ágil e dinâmica. Um joguinho relativamente simples, mas muito legal.



Outro título que me chamou a atenção no DS é BROKEN SWORD - THE DIRECTOR'S CUT. O jogo é um remake do clássico adventure de mesmo nome lançado para PC no já distante ano de 1996. O detalhe dessa "versão do Diretor" é que ela inclui algumas partes da história que não existiam no original, principalmente no começo do jogo, com a história abrindo de uma forma completamente diferente da versão original. Esses acréscimos dão maior profundidade para alguns fatos que eram abordados apenas como "pano de fundo" na primeira versão, dando mais background para a coadjuvante Nico, que nesta versão do jogo começa como protagonista. Os gráficos desse Broken Sword do DS são muito legais, com desenhos feitos pelo ilustrador da célebre HQ Watchmen, e os cenários são bem caprichados. A interação, toda feita com a caneta stylus, também ficou bem interessante. O estilo do jogo é aquela coisa antiga dos "adventures", tipo "apontar e clicar", e pode parecer estranho e burocrático para jogadores mais novos. Mas é uma boa pedida para o pessoal que, como eu, cresceu jogando adventures como The Secret of Monkey Island, Sam & Max, Indiana Jones and the Fate of Atlantis, Maniac Mansion, Day of the Tentacle e semelhantes.



Enfim ... haja tempo para dar conta de tantos games legais!

domingo, 19 de julho de 2009

ÁLBUM DA SEMANA: LADY GAGA - THE FAME (2009)


Que o Todo Poderoso Deus do Rock e do Metal me perdoe, mas o álbum da semana aqui da Cripta é uma coisa pop até dizer chega: o "debut" da comentadíssima Lady Gaga.

A falação em cima dessa garota é uma coisa de doido. Mal apareceu pro mundo e já foi capa da Rolling Stone nos EUA e aqui, já foi chamada de "nova Madonna", a toda semana é fotografada vestindo alguma coisa bizarra e por aí vai. Mas afora todo esse barulho, há algum mérito no som da guria? Buenas, a resposta é: SIM, porra, e como!

Embora a lenda diga que a cantora ganhou seu apelido por causa da clássica música do Queen "Radio Gaga", não existe quase nada de rock no som de Lady Gaga. Esse álbum de estréia dela, "The Fame", é puro pop contemporâneo, recheado de batidas eletrônicas e ritmos feitos sob medida para pistas de dança.

Mas há algo de diferente aqui, que dá a esse trabalho uma cara bem diferente do que se vê por aí sendo feito por artistas como Britney Spears, Christina Aguilera, Jennifer Lopez e semelhantes. Lady Gaga parece ter a intenção de misturar o pop/dance contemporâneo e dos anos 90 com o pop radiofônico dos anos 80, com aquela atitude "festiva" e "pra cima", o que resulta num som bem mais irreverente e divertido do que a média do pop contemporâneo, que geralmente se resume a choradeiras e gemedeiras arrastadas gravadas por cima de uma base drum n'bass paupérrima.

"The Fame" abre com Just Dance, o dance mais legal e arrasa-quarteirão que eu já ouvi na vida. Até eu - que sou uma mistura de Múmia com Monstro de Frankenstein, - poderia vir a me arriscar numa pista de dança se esse troço tocasse (se tivesse ingerido umas duas ou três cervejas antes, certamente ajudaria).

Na sequência vem Lovegame, mais previsível e menos interessante. A terceira faixa é Paparazzi, uma das melhores música do álbum, mais pop e menos dançante, provando que Gaga realmente tem seus méritos como vocalista. A música é grudentíssima, melodiosa e realmente interessante.

Beautiful Dirty Reach é outro momento dance do álbum sem maiores atrativos. Eh Eh (Nothing Else I Can Say) novamente deixa o dance de lado, sendo uma faixa bem pop radiofônico, e é mais uma demonstração de como a Lady Gaga faz um pop grudento sem cair na chatice arrastada que caracteriza a maior parte do que atualmente se ouve nesse estilo.

Poker Face é outra faixa totalmente dance do álbum, e provavelmente é a melhor música com esse perfil depois da faixa de abertura. Embora o clipe da música seja bastante chato (caracterizado pela mesmice e pelos clichês típicos desse lamentável lixo que é o pop dos dias atuais) é preciso reconhecer que a música em si é bem legal, grudenta até dizer chega. É mais uma música com a qual Lady Gaga coloca a concorrência no bolso.

A faixa seguinte é The Fame, que dá nome do álbum. Aqui, novamente, há uma alternância de estilo, saindo novamente o dance de cena pra dar lugar a um pop radiofônico bem embalado, acentuado por uns acordes incidentais de guitarra aqui e ali.

Money Honey é outro hit de pista de dança, divertida e contagiante, primando pela melodia.

Again Again é uma das surpresas do álbum, sendo basicamente uma baladona pop, bem voltada para os vocais, nada parecido com as várias faixas dançantes e eletrônicas do disco. Um dos destaques do álbum, sem dúvida, e provavelmente mais um som de Lady Gaga destinado a ganhar as rádios num futuro muito próximo.

Boys Boys Boys tem uns teclados oitentistas e um refrão bobo que remete ao pop daquela época, mas o resultado final é legal. Brown Eyes, por sua vez, é uma faixa meio chatinha e parada, um pouco murrinha, sem o bom andamento de "Again Again".

O álbum fecha com a surpreendente Summerboy, o único flerte de Lady Gaga com o Rock em todo álbum, e feito de forma extremamente competente. Aqui mais uma vez Gaga mostra um pouco de versatilidade e a faixa contribui para a diversidade do álbum, mostrando que a cantora também convence quando acompanhada por umas boas frases de guitarra. Sem dúvida, uma das melhores músicas do álbum, um pop-rock de primeira. Se essa faixa não ganhar as rádios, será um tremendo desperdício.

"The Fame" é, basicamente, um apanhado de 12 faixas de dance/pop. O que um fã incondicional de Rock como eu pode ter gostado no som da Lady Gaga, confesso, é um mistério até pra mim. Pode ter sido uma decorrência da morte do Michael Jackson, já que nas últimas três semanas eu venho ouvindo o pop do Mestre de forma recorrente e meus ouvidos podem ter ficado suscetíveis a outros sons do estilo. Pode ser por causa que Lady Gaga é uma tremenda gostosa, dona de uns pernões e de um conjunto coxas/bunda digno de uma latina. Mas o mais provável é que seja simplesmente agradável conferir um grande sucesso do pop internacional que contenha um pouco de diversão, irreverência e identidade, o que ao meu ver é muito mais do que se pode dizer das Britneys, Timberlakes, Aguileras, Lopez e assemelhados. Aliás, já é um mérito digno de nota o simples fato de a cantora dispensar completamente aqueles insuportáveis flertes "forçados" com o Rap, que infelizmente viraram uma espécie de item obrigatório no pop atual.

Enfim, Lady Gaga não é rock. Mas o Caveira recomenda - e que o Deus do Rock e do Metal possa me perdoar por esse deslize. :)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O DIA EM QUE A MÚSICA MORREU

A notícia da morte do Michael Jackson foi um choque pra mim. Na noite em que a notícia correu o mundo, parei para ouvir uma duas horas das melhores músicas dele, para ver se isso me ajudava a fazer "cair a ficha".

Claro, todo mundo sabe que a carreira do cara estava virtualmente terminada, que ele vivia como um eremita e que os seus "anos de ouro" já tinham acabado a uns bons quinze ou dezesseis anos. Mas quando um sujeito desses deixa o mundo, não dá pra deixar de ficar perplexo.

A morte de Jackson incomoda e entristece por tantas razões que eu não saberia definir uma mais importante. Em parte, é porque sabemos agora com certeza que jamais veremos outro show grandioso, outro videoclip inovador e mágico e nem ouviremos outro álbum arrasa-quarteirão. Em parte, é porque nos atordoa ver que a fama e fortuna sem precedentes do artista não só não lhe garantiu uma vida longa como, aparentemente, nem sequer uma vida feliz. E, em parte, é porque sentimos que a morte dele leva junto uma parte de nós e de nosso passado, aquele tempo em que todos babavam vendo os revolucionários vídeos de Jackson na TV, imitando o Moonwalk e cantarolando Billie Jean.

Michael Jackson é o primeira músico do qual lembro de ter gostado na vida, ainda na primeira infância. Billie Jean foi provavelmente o primeiro hit na minha cabeça. E eu jamais tive qualquer interesse em dança, exceto pelas iniguiláveis coreografias de Jackson, uma mais contagiante do que a outra.

Cresci numa época em que um novo clipe de Michael Jackson era um evento, exibido pelo Fantástico no fim do programa para um público curioso e ansioso. Uma época em que um jogo de videogame sem outros atrativos dignos de nota virava sensação pelo simples fato de trazer Jackson como protagonista. A figura de Jackson compartilhava daquela mesma aura de mistério e magia que o mágico David Copperfield tinha, qualquer coisa nova que se anunciava a respeito deles era motivo de fascínio. Qualquer coisa que Jackson fazia era a vanguarda encarnada, a moda do momento, a onda a seguir. Não surgiu uma figura minimamente comparável no cenário musical nas últimas duas décadas, e talvez nunca mais surja.

MJ, caso você não saiba, você era esquisitão pra caramba. Mas nós amamos você e o seu trabalho. E pode ter certeza de que para sempre a história irá reconhecer o seu gênio e lembrar os seus feitos. Aonde quer que você esteja, que esteja em paz!