quinta-feira, 26 de julho de 2012

Resenha: METALLICA - A BIOGRAFIA (Mick Wall)


Os fãs do Metallica não podem deixar de ler a biografia lançada aqui no país há poucos meses pela Editora Globo. De autoria de Mick Wall, um jornalista britânico especializado em escrever sobre música, METALLICA - A BIOGRAFIA narra, de forma empolgante e repleta de detalhes, as origens daquela que viria a se tornar a maior banda de heavy metal de todos os tempos.

Como fanático pela banda desde os idos de 1996, naturalmente devorei as quase 450 páginas do livro em questão de poucos dias. Muito do que é contado nele já era do meu conhecimento, tratando-se de informações que eu já havia lido ao longo dos anos em especiais de revistas de música e/ou na internet. Mesmo assim, acabei descobrindo bastante coisa nova sobre a megabanda que começou como uma improvável parceria entre um baterista que praticamente não sabia tocar bateria e um vocalista tímido que praticamente não era capaz de cantar.

Embora seja uma leitura obrigatória para os fãs - e sugerida também para qualquer um que aprecie rock em geral, o livro não é isento de falhas. A meu ver, o maior problema na biografia escrita por Mick Wall reside no fato de que o livro claramente concentra o seu "fôlego" no espaço de tempo que vai do surgimento da banda até a morte do baixista Cliff Burton no meio da tour do terceiro álbum da banda, o hoje clássico e lendário Master of Puppets (1986).

Toda a história do Metallica desde a entrada do substituto Jason Newsted até os dias atuais - incluindo a chegada da banda ao ápice de seu sucesso comercial com o seminal Black Album de 1991 - é contada de forma excessivamente acelerada e pobre em detalhes. É quase como se o livro fosse sobre a história da banda entre os primeiros dias e a morte de Burton, com as mais de duas décadas seguintes entrando na narrativa quase como na forma de um rápido "bônus" para o leitor. Embora na prática esse período represente algo em torno de 200 páginas do livro, a sensação que fica é que, nessa segunda metade do livro, a narrativa se torna mais genérica e menos aprofundada, como se simplesmente não houvesse mais nada de interessante para ser contado sobre o Metallica depois de Master of Puppets.

Apesar da menor densidade narrativa e de uma menor atenção aos detalhes, é preciso dizer que as épocas referentes aos álbuns And Justice For All (1988) e ao Black Album até que são exploradas ainda com certa atenção na obra de Mick Wall. Infelizmente, no entanto, a história da banda a partir de meados dos anos 1990 até os dias atuais é contada de forma excessivamente genérica e "corrida". Se você quer conhecer a história da banda na época dos polêmicos álbuns Load (1996) e Reload (1997), aviso desde já que esta biografia se mostra sucinta e breve (e um pouco insatisfatória e decepcionante, devo dizer) em relação a tais períodos da história da banda.

De qualquer forma, o livro é muito bem escrito, extremamente informativo e divertidíssimo para quem é fã da banda. Seja para conferir dados e informações já conhecidos, seja para tomar conhecimento de mais fatos e pessoas envolvidas com o surgimento e ascensão do Metallica, trata-se de um livro que, creio eu, será bem apreciado por qualquer fã de rock (principalmente do hard rock e heavy metal dos anos 80) e que, especificamente para os fãs do Metallica, é absolutamente imperdível.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bandas que gostaríamos de ver

THE DÓRZIS!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Queen com Adam Lambert nos vocais - show completo - Ucrânia, 30/06/2012





Show do Queen, realizado em 30/06/2012 na Ucrânia, com o cantor Adam Lambert nos vocais.

Não é o bom e velho Freddie Mercury, mas é preciso admitir que o cara arrebenta. E a intenção do show é visivelmente homenagear o insubstituível vocalista original, e não apresentar uma "nova formação" da banda.

domingo, 1 de julho de 2012

THE GOONIES ARE GOOD ENOUGH ... e ainda melhores em HD!



Há duas semanas atrás, procedi com mais uma empreitada nerd: comprei o Blu-Ray de THE GOONIES e assisti, pela primeira vez em alta definição, este que é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos.

Não contente com isso, assim que o filme terminou, imediatamente comecei a vê-lo de novo, dessa vez comentado do começo ao fim pelo diretor Richard Donner e por todo o elenco principal. Terminei minha "Goonie Night" vendo as cenas excluídas do filme.

Na verdade, todo esse material extra (comentários do diretor e elenco e cenas excluídas) não é novidade do Blu-Ray, formato no qual o filme só saiu em 2008. Esse material já estava disponível em DVD desde 2001, mas foi a primeira vez em que o vi. Para ser sincero, só fui adquirir o DVD de Goonies esse ano, pouco tempo depois de acabar comprando o Blu-Ray. Tanto é que o meu DVD do filme ainda está lacrado no plástico e não tenho planos para tirá-lo da embalagem ...  :)


Rever Goonies é sempre um prazer, mas esse material extra é uma diversão à parte. É um barato para os fãs ouvir as observações de Donner e dos integrantes do elenco, agora todos adultos, rindo e lembrando das experiências vividas durante as filmagens. O único ponto a lamentar é que Sean Astin (que interpreta o protagonista Mikey no filme) teve que sair no meio da projeção, sendo o único ator do elenco principal que não participa até o final da faixa de comentários. 


Vale lembrar que, na época dessa reunião do elenco (entre 2000 e 2001), Sean Astin era o ator mais bem-sucedido (e, possivelmente, com a agenda mais apertada) do grupo, pois estava de contrato assinado para viver Samwise Gamgee na trilogia O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson. O curioso é que, hoje, podemos tranquilamente dizer que Josh Brolin (que interpreta Brand, irmão de Mikey, em Goonies) possui uma carreira mais sólida em Hollywood do que Astin. Exceto por Goonies, praticamente tudo o que Brolin fez de mais importante na sua carreira (No Country for Old Men, American Gangster, W, Milk, True Grit) aconteceu depois da reunião do elenco do filme de Donner, eternizada no lançamento em DVD em 2001.    

  
As cenas deletadas também são muito interessantes, pois explicam dois erros de continuidade que acabaram ficando na edição final do filme.

Primeiro erro: no final do filme, o personagem Data conta para seus pais que ele e seus amigos teriam enfrentado, entre outras coisas, um polvo. Essa cena sempre me deixava com uma pulga atrás da orelha, pois não há nenhum polvo em Goonies.

Há muitos anos, eu ouvia falar que a "cena do polvo" teria sido excluída na edição do filme, mas só agora finalmente vi a cena. Embora divertida, a cena é prejudicada pela pobreza dos efeitos especiais. O ataque da referida criatura é ridículo, e o bicho mais parece uma bóia colorida de borracha. De fato, é preciso reconhecer que sua retirada da edição final foi uma boa ideia.


Segundo erro: quando os Goonies encontram o mapa do tesouro no sótão da casa de Mikey, o mapa está intacto. No entanto, quando eles chegam no velho restaurante que serve de esconderijo para os Fratelli, o mapa está queimado nas pontas.

Isso é explicado por uma cena excluída que mostra que, no caminho até o velho restaurante, o grupo de amigos parou numa loja de conveniência para comprar um mapa de Astoria (a cidade onde se passa o filme). Lá, eles são abordados pelo vilão Troy, que dá uns sopapos nos meninos, pega o mapa e coloca fogo nele. Troy é colocado para correr pelo irmão de Mikey, Brand, que logo chega no local. Com isso, Mikey rapidamente recupera o mapa e apaga o fogo, mas o mapa fica chamuscado. É uma boa cena, que acrescenta conteúdo à história, mas sua exclusão do corte final do filme também é compreensível. No geral, a cena acabou ficando um pouco longa e aborrecida, e provavelmente o filme perderia em ritmo se ela fosse mantida.

Enfim, quem disse que o genial Dick Donner também não comete uns erros de continuidade aqui e ali?

Para além desses pequenos detalhes, este Blu-Ray só ajuda ainda mais a compreender por que Goonies se tornou um clássico e um filme cult. É um daqueles filmes que a gente precisa rever, de quando em quando, para manter o coração jovem e satisfazer a criança que vive dentro de nós, cotidianamente sufocada pelo ceticismo pragmático e acomodado dessa coisa aborrecida e cinzenta que se convencionou chamar de "mundo adulto".