sábado, 24 de novembro de 2012

Misfits Cover - show no Abbey Road (Novo Hamburgo, 04/11/2012)


Segue abaixo uma série de vídeos e fotos do show que eu e os demais garotos perdidos da Misfits Cover fizemos no bar Abbey Road, em Novo Hamburgo, no último dia 04 de novembro - abrindo para a banda holandesa Antillectual
 

Saturday Night




Kong at the Gates + Forbidden Zone




Halloween




Skulls



















Bônus!
Aí vai também um vídeo do show da Misfits Cover no Pop Cult, em Novo Hamburgo, em outubro de 2011!





Bônus - parte 2!

A banda toda "xunta e rêunida", em HD, tocando Saturday Night no estúdio!  :)




Bônus - parte 3!

O que acontece quando o vocalista não vai no ensaio? Simples: o guitarrista/backing vocal toma conta do microfone. Confira aí algumas músicas do setlist sendo devidamente assassinadas comigo nos vocais hehehe! = : )


Saturday Night



Forbidden Zone



The Haunting



 Astro Zombies



Dig Up Her Bones




Last Caress





I Turned into a Martian




Horror Business




CONTOS DO KLEIN (todos os episódios)



"Trabalho" de Aula




Mochila da Morte




Gordo Escoteiro





Aventuras no Elevador




Peixe do Gordo




Surdinha do mIRC




C* de Bêbado Não Tem Dono




Cagódromo na Festa Junina





Lagarto Assassino, Salsichão de Banha





Episódio Duplo



Aula de Informática




Cagando a Tartaruguinha



domingo, 11 de novembro de 2012

Review: SKYFALL (2012)


É fato: Skyfall, o novo filme do 007, é muito divertido. No entanto, está longe de ser perfeito e evidentemente não faz jus às críticas exageradamente positivas que o filme tem recebido da imprensa européia (que tem chegado ao cúmulo de chamar esse filme de "o melhor James Bond de todos os tempos"!).

O roteiro é sofrível, o ritmo é irregular e o melhor do filme acaba sendo o tom de auto-homenagem da cinessérie (quase auto-paródia, em alguns momentos),
que irá agradar muito os fãs dos filmes mais antigos (confesso que adorei as várias referências) mas que certamente não comoverá o público mais jovem ou menos familiarizado com o histórico de filmes de Bond.


O destaque absoluto vai para Javier Bardem, que interpreta o flamboiante e afetado vilão Raoul Silva, talvez o inimigo mais incoerente e inverossímil que 007 já enfrentou até hoje, mas que se torna impagável graças ao imenso talento do ator. 
 
(Atenção: este e os próximos parágrafos contém pequenos spoilers!!!) O roteiro, como já referi, é danado - chega a ser inverossímil até mesmo para os padrões da série. Basta apontar que o vilão, apesar de ser um dos mais perigosos cyber-terroristas do mundo, ex-agente do MI6 e um criminoso de periculosidade inconcebível, capaz de fazer qualquer coisa imaginável, não tem outro objetivo no filme além de choramingar na frente da "M". Não dá pra dizer nem que o objetivo dele é matar ela, pois ele tem dezenas de oportunidades de fazê-lo no filme e não faz.

Outro ponto inacreditável da trama é que Bond, querendo proteger M, bota ela num carro e ambos vão, sozinhos, para uma zona rural no absoluto meio do nada. Lá, serão apenas Bond, M e um velho caseiro decrépito enfrentando um exército de soldados do vilão - além do próprio, é claro. Se esse não é o "plano de proteção" mais ridículo e inverossímil da história do cinema, então eu não sei de mais nada. A intenção explícita e manifesta do filme, a todo momento, é destacar a dicotomia "new ways - meio urbano - alta tecnologia" versus "old ways - deserto rural - primitivismo", mas convenhamos: dava para fazer isso através de uma narrativa menos absurda.
 

O filme também tem alguns problemas graves de ritmo. No meio da projeção, quase parece que o espectador está vendo um clone de The Dark Knight, tamanho é o caos na tela e a sensação de que o vilão é onipresente e controla tudo o que acontece. De repente, não mais do que absolutamente de repente, o filme vira uma viagem bucólica ao meio do nada, em busca das raízes e do passado de James Bond. Particularmente, eu me senti como se estivesse no meio de um passeio de montanha russa e a luz do parque tivesse sido desligada subitamente. Embora ambas as abordagens (ação maníaca e frenética e retorno contemplativo às raízes do protagonista) sejam interessantes, precisaria haver um mínimo de transição entre uma e outra.

Apropriadamente, Skyfall coloca para descansar a personagem de Judi Dench (que está há dezesseis anos - e sete filmes - na série) e sinaliza o possível fim da "Era Daniel Craig" na pele do espião mais famoso do cinema.

Skyfall, no final das contas, se sustenta através da confissão explícita de que a fórmula da série está esgotada e de que é anacrônica sob muitos aspectos. Funciona, mas coloca uma interrogação sobre o futuro da série: ou ela se reinventa novamente, ou cai num ostracismo decorrente de sua agora confessada fórmula surrada e esgotada. Talvez nós fiquemos sem ver um novo filme de James Bond por alguns anos, e é provável que seja melhor dessa forma.

Review: THE POSSESSION (2012)



Confesso que já fui ver "Possessão" (The Possession) com um pé atrás, pois o cartaz anunciava que o filme é produzido por Sam Raimi e já estou acostumado a ver grandes diretores de horror colocando seus nomes na produção de películas abaixo da média. Mas, para ser sincero, "Possessão" é um terror acima da média - não muito, é verdade, mas acima.

A história é o feijão com arroz de sempre desse subgênero de horror: família disfuncional, homem de meia idade fazendo o máximo para cumprir bem o seu papel de pai (sem sucesso, é claro) e crianças confusas e entristecidas que, subitamente, são transformadas em alvo fácil para um espírito demoníacos que cruza em seu caminho. E haja exorcismo para tirar a entidade do couro da criança!

A direção é boa, as atuações são fortes
e o filme até possui dois ou três momentos levemente assustadores. Mas, no geral, é um filme genérico sobre o tema e fadado ao esquecimento.

O pior momento da película, sem sombra de dúvida, é o humor involuntário causado pela cena na qual o maligno espírito é visto dentro do corpo da pobre menininha inocente ... num exame de tomografia! Deu vergonha alheia. Foi certamente uma das cenas mais involuntariamente idiotas que eu já vi num filme em toda a minha vida, e evidencia que a produção parece não ter se decidido entre assumir uma roupagem mais séria e sisuda ou uma abordagem mais ao estilo anárquico e semi-humorístico de Sam Raimi.
 

Já faz alguns anos que esse filão derivado do clássico "O Exorcista" está na moda, mas a verdade é que esse subgênero do cinema de horror não apenas não evoluiu nada desde os anos 70 como - pior - jamais conseguiu chegar novamente no nível das produções do gênero mais significativas daquela época ("The Amityville Horror", "Rosemary's Baby" e, acima de qualquer outro, "The Exorcist").

Não adianta: quando o assunto é possessão de famílias disfuncionais por espíritos malignos, os melhores filmes ainda são de 35 ou 40 anos atrás. Ainda assim, para quem gosta de filmes de terror, "Possessão" vale uma ida ao cinema.
 
Em tempo: a "história real" na qual o filme diz se basear é a história inventada por um maluco no Ebay, quando ele colocou à venda um objeto supostamente amaldiçoado. É claro que Sam Raimi e o diretor do filme juram de pé junto que acreditam na história e que morrem de medo dela. Aham, ok, a gente é bobo e acredita ...